quinta-feira, 30 de agosto de 2007

Recordar é viver...

O jornalista Eduardo Bresciani reparou em algo muito interessante: a turma que agora luta para que o voto seja aberto na sessão do Conselho de Ética do Senado que julgará a cassação do mandato do senador Renan Calheiros, presidente da Casa, é a mesma que, em 2003, ajudou a derrubar a PEC que instituía o voto aberto em votações no Congresso. Um pouco de coerência não faria mal a ninguém...

Oposição derrubou proposta de voto aberto em 2003

30/08 - 13:50 - Eduardo Bresciani, do Último Segundo/Santafé Idéia

A mesma oposição que agora briga no Conselho de Ética contra o voto secreto no processo do senador Renan Calheiros (PMDB-AL) foi fundamental para derrubar uma Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que instituía o voto aberto no Congresso. Os líderes do PSDB, Arthur Virgílio, e do DEM, José Agripino votaram contra a proposta, assim como o presidente do PSDB, Tasso Jereissati.

A votação da PEC 38/2000, de autoria do senador Tião Viana (PT-AC), foi derrotada em plenário em votação nominal em 13 de março de 2003 por 37 votos a 29. Além dos líderes da oposição, votaram contra a proposta vários senadores que hoje reclamam da possibilidade de votação secreta no Conselho, como Sérgio Guerra (PSDB-PE). Outras figuras expressivas da oposição também votaram contra, como o ex-vice-presidente Marco Maciel (DEM-PE) e o ex-presidente do DEM, Jorge Bornhausen.

Não foram apenas oposicionistas que derrubaram a proposta. O próprio Renan Calheiros votou contra a idéia, assim como o presidente do Conselho de Ética, Leomar Quintanilha (PMDB-TO) e o líder do PMDB, Valdir Raupp.

Dos 16 membros do Conselho, oito estavam presentes no dia da votação. Almeida Lima (PMDB-AL), Augusto Botelho (PT-RR) e Heráclito Fortes (DEM-PI), além de Guerra e Quintanilha, votaram contra. Demóstenes Torres (DEM-TO) e Eduardo Suplicy (PT-SP) foram favoráveis à PEC. Romeu Tuma (DEM-SP) não votou porque estava presidindo a sessão.

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