quinta-feira, 23 de agosto de 2007

Brasil mais perto do investment grade

Na versão da Folha Online, a notícia do dia para a economia brasileira:

23/08/2007 - 16h48 - Moody's eleva rating do Brasil

A Moody's informou nesta quinta-feira que elevou os principais ratings (notas de risco de crédito) do Brasil --que mede o risco de investimento.

As outras agências de classificação de risco --Fitch Ratings e Standard & Poor's-- já tinham tomado esta decisão em maio. No mesmo mês a Moody's colocou os ratings do país "em revisão", elevando-as agora.

Os ratings dos títulos do governo em moeda estrangeira e moeda local foram elevados de "Ba2" para "Ba1". Com a mudança, o Brasil fica a apenas um degrau do "grau de investimento" para as três agências.

O teto soberano para os títulos em moeda estrangeira foi elevado de "Ba1/NP" para "Baa3/P-3", marcando a primeira vez em que foi assignado "grau de investimento" a esses papéis. O teto soberano para depósitos bancários em moeda estrangeira também foi elevado de "Ba3" para "Ba2". Já o teto de curto prazo para depósitos em moeda estrangeira segue como "Not Prime", e os tetos do Brasil para depósitos em moeda local e para títulos em moeda local permanecem em A1.

Segundo a agência de classificação de risco norte-americana, a elevação reflete "a melhoria observada no perfil de endividamento geral do governo, a antecipação de uma redução mais acelerada dos indicadores de endividamento do governo no futuro próximo, e a esperada continuação de fortalecimento dos indicadores de dívida externa."

"Os indicadores de vulnerabilidade externa do Brasil têm apresentado reduções contínuas" explicou o analista sênior da Moody's, Mauro Leos, através de nota. "A contínua acumulação de reservas internacionais propicia um colchão financeiro e deve servir como defesa contra choques externos, que poderiam se materializar na eventualidade de um ciclo adverso de eventos atingir a economia brasileira."

Ainda de acordo com o analista, o Brasil se apresentou em boas condições em relação aos demais mercados emergentes para "enfrentar o arrefecimento das condições econômicas externas". Para ele, o país possui "sólida posição de reservas internacionais" e "estrutura de exportação diversificada que limita exposições a determinados produtos e regiões."

Leos ainda elogiou a mudança do perfil da dívida brasileira --com aumento da participação de títulos prefixados e alongamento do perfil-- e a manutenção de políticas macroeconômicas que assegurem uma inflação baixa, a manutenção do superávit primário e a redução dos gastos primários.

Futuro

Segundo a Moody's, o país ainda enfrenta "importantes desafios de crédito, inclusive necessidades significativas de financiamento bruto em termos absolutos e relativos." Para superá-los no médio prazo, o governo precisaria melhorar ainda mais o perfil da dívida e avançar em outros pontos, como as reformas previdenciária e fiscal e a ampliação da infra-estrutura local.

"Prospectos de fortalecimento adicional dos fundamentos de crédito do Brasil irão depender de melhorias substanciais nas finanças públicas, que se espera que venham ocorrer de uma forma gradual", explicou Leos.

Um comentário:

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