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Papelão ondulado e a força de Lula

A matéria abaixo, na versão da Folha Online, é mais uma da série "É a economia, estúpido", que ajuda a explicar por que não tem mensalão nem dossiês e muito menos crise aérea que derrube a popularidade do presidente Lula. No Planalto, as atenções estão voltadas para Washington e os dedos estã cruzados para que os mercados recuperem a tranqüilidade, garantindo mais alguns anos de bonança. Se isto ocorrer, Lula sai consagrado do governo. Do contrário, o que vem pela frente é uma incógnita.

Termômetro da economia, vendas de papelão ondulado crescem 6,1% em julho

As vendas de papelão ondulado tiveram crescimento de 6,1% em julho na comparação com o mesmo mês do ano passado, totalizando 187,5 mil toneladas, segundo balanço da ABPO (Associação Brasileira do Papelão Ondulado). Na comparação com junho, as expedições tiveram queda de 2,73%.

No acumulado de janeiro a julho, foram comercializadas 1,317 milhão de toneladas, número 5,9% superior na comparação com o total vendido nos primeiros sete meses do ano passado.

Os números superaram as previsões do setor, de acordo com Paulo Sérgio Peres, presidente da ABPO. A associação destacou as vendas de embalagens para os setores de produtos alimentícios, químicos e derivados (higiene e limpeza), além de fruticultura e floricultura.

O setor de papelão ondulado --utilizado para embalagens-- é visto como um 'termômetro' do nível de atividade geral, porque tende a refletir o ritmo de expansão da economia. A oscilação das vendas serve como indício das expectativas dos empresários, o que repercute no ritmo das encomendas e da produção do setor.

Se essa indústria vende menos do que o esperado, por exemplo, o comportamento das vendas pode ser um sinal de que os clientes estão menos otimistas com o futuro dos seus negócios e, portanto, optaram por reduzir o ritmo das encomendas e da produção.

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