Foi inteligente a manobra da base aliada em apoiar a criação de uma CPI no Senado para investigar as denúncias sobre gastos de cartões de crédito corporativos. A oposição vai ficar sem discurso – já está dizendo que o governo quer "dominar" a Comissão, o que no fundo é bobagem, porque toda CPI embute um risco político considerável – e o governo mais uma vez mostra que está disposto, sim, a investigar todas as picuinhas que os demos e tucanos conseguem achar por aí. Com a postura transparente, Lula e sua turma deve contornar mais esta casca de banana e a popularidade presidencial capaz de crescer mais uns pontinhos.
Não existe verbete na Wikipédia sobre Doca Street. Morto nesta sexta (18) aos 86 anos, talvez agora ele ganhe uma página em seu nome nesta que é a maior enciclopédia colaborativa do mundo, onde só em português constam 1.049.371 artigos. A menção mais relevante no site a Raul Fernando do Amaral Street, o nome completo de Doca, aparece na entrada que fala de Ângela Diniz, socialite mineira assassinada em 1976 com quatro tiros disparados pela arma –e pelas mãos– de Doca, na casa que o casal dividia na Praia dos Ossos, em Búzios (RJ). Nada surpreendente. Afinal, desde que pôs um fim à existência de Ângela, Doca viu sua vida marcada e conectada ao crime que cometeu –ainda que, após seu primeiro julgamento, em 1979, ele tenha saído pela porta da frente do tribunal, ovacionado pelo público de Cabo Frio, também no litoral fluminense, escreve Marcella Franco em artigo publicado na Folha Online na sexta, 18/12, e reproduzido sábado, 19, no jornal. Vale a leitura, continua a seguir. Foi só em 198...
Até que enfim o governo reage às "acusações" da oposição. Se tivesse feito isso nas CPIs do fim do mundo, exigindo tratamento igual para todos os políticos, o PT provavelmente não teria ficado com a pecha de corrupto, ou único corrupto do Brasil. Os apoiadores do governo precisam deixar de ser covardes e enfrentar os PSDB/demos com as mesmas armas. Sou louco para ver um líder do governo desafiar os Virgílios, Agripinos, Maias, Magalhães,etc a abrir suas contas e registros seus e dos parentes desde que entraram para a política.
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