Na semana passada, circularam histórias escabrosas sobre o depoimento de Marcos Valério à Justiça, no processo do mensalão. Um jornal chegou a publicar os boatos, informando que o carequinha envolveria o ex-ministro Antonio Palocci no escândalo. Ontem, véspera de Carnaval, Valério depôs por 7 horas e não disse palavra sobre Palocci. Aliás, não disse nada que já não fosse conhecido e ainda livrou a cara de José Genoino, que não teria conhecimento das operações de empréstimo do partido, embora tenha assinado o aval para elas. O blogueiro Ricardo Noblat matou a charada: o que Valério ganha abrindo o bico? Ganha mais, certamente, mantendo a boca fechada...
Não existe verbete na Wikipédia sobre Doca Street. Morto nesta sexta (18) aos 86 anos, talvez agora ele ganhe uma página em seu nome nesta que é a maior enciclopédia colaborativa do mundo, onde só em português constam 1.049.371 artigos. A menção mais relevante no site a Raul Fernando do Amaral Street, o nome completo de Doca, aparece na entrada que fala de Ângela Diniz, socialite mineira assassinada em 1976 com quatro tiros disparados pela arma –e pelas mãos– de Doca, na casa que o casal dividia na Praia dos Ossos, em Búzios (RJ). Nada surpreendente. Afinal, desde que pôs um fim à existência de Ângela, Doca viu sua vida marcada e conectada ao crime que cometeu –ainda que, após seu primeiro julgamento, em 1979, ele tenha saído pela porta da frente do tribunal, ovacionado pelo público de Cabo Frio, também no litoral fluminense, escreve Marcella Franco em artigo publicado na Folha Online na sexta, 18/12, e reproduzido sábado, 19, no jornal. Vale a leitura, continua a seguir. Foi só em 198...
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