Pular para o conteúdo principal

PHA: saque no caixa é 44% do cartão de Serra

A nota publicada aqui ontem à noite indagava: quem mais utiliza cartão corporativo no Brasil? Só o governo federal? Não seria bom comparar o padrão de gastos para esclarecer melhor os brasileiros?

Pois o jornalista Paulo Henrique Amorim, em seu site Conversa Afiada, já começou a dar algumas pistas sobre tais questões. O PSDB, inventor do cartão corporativo, adota o sistema pelo menos em São Paulo. Curiosamente, os tucanos fazem o mesmo que andam criticando ferozmente na esfera federal: usam o cartão para sacar dinheiro na boca do caixa. E não foi pouca coisa, quase R$ 50 milhões. Voltaremos ao assunto.


Funcionário da liderança do PT na Assembléia Legislativa de São Paulo entregou ao editor do Conversa Afiada Givanildo Menezes as tabelas anexas.

São dados que constam do Sigeo (Sistema de Informações Gerenciais da Execução Orçamentária).

Só os líderes na Assembléia têm acesso a esses números.

Note bem: o gasto total com cartões corporativos no Estado de São Paulo em 2007 chegou a R$ 108 milhões !

Antes de fazer uma análise detalhada dos gastos do Governo de São Paulo com cartão corporativo, o Conversa Afiada encaminhou as tabelas anexas à assessoria de imprensa do Governador José Serra com as seguintes perguntas:

Por que 44,58% dos gastos com cartão corporativo em São Paulo são saques diretos no caixa – o que dificulta julgar a propriedade do gasto?;

Por que os gastos com cartão corporativo cresceram 5,82% em 2007, no governo Serra, acima da inflação ?;

O Governador pretende fazer como o Presidente Lula e encarregar seu líder na Assembléia de abrir uma CPI e investigar a propriedade dos gastos com cartão corporativo ?

Veja as tabelas a que o Conversa Afiada teve acesso clicando aqui.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Um pai

Bruno Covas, prefeito de São Paulo, morreu vivendo. Morreu criando novas lembranças. Morreu não deixando o câncer levar a sua vontade de resistir.  Mesmo em estado grave, mesmo em tratamento oncológico, juntou todas as suas forças para assistir ao jogo do seu time Santos, na final da Libertadores, no Maracanã, ao lado do filho.  Foi aquela loucura por carinho a alguém, superando o desgaste da viagem e o suor frio dos remédios.  Na época, ele acabou criticado nas redes sociais por ter se exposto. Afinal, o que é o futebol perto da morte?  Nada, mas não era somente futebol, mas o amor ao seu adolescente Tomás, de 15 anos, cultivado pela torcida em comum. Não vibravam unicamente pelos jogadores, e sim pela amizade invencível entre eles, escreve Fabrício Carpinejar em texto publicado nas redes sociais. Linda homenagem, vale muito a leitura, continua a seguir.  Nos noventa minutos, Bruno Covas defendia o seu legado, a sua memória antes do adeus definitivo, para que s...

Dica da Semana: Tarso de Castro, 75k de músculos e fúria, livro

Tom Cardoso faz justiça a um grande jornalista  Se vivo estivesse, o gaúcho Tarso de Castro certamente estaria indignado com o que se passa no Brasil e no mundo. Irreverente, gênio, mulherengo, brizolista entusiasmado e sobretudo um libertário, Tarso não suportaria esses tempos de ascensão de valores conservadores. O colunista que assina esta dica decidiu ser jornalista muito cedo, aos 12 anos de idade, justamente pela admiração que nutria por Tarso, então colunista da Folha de S. Paulo. Lia diariamente tudo que ele escrevia, nem sempre entendia algumas tiradas e ironias, mas acompanhou a trajetória até sua morte precoce, em 1991, aos 49 anos, de cirrose hepática, decorrente, claro, do alcoolismo que nunca admitiu tratar. O livro de Tom Cardoso recupera este personagem fundamental na história do jornalismo brasileiro, senão pela obra completa, mas pelo fato de ter fundado, em 1969, o jornal Pasquim, que veio a se transformar no baluarte da resistência à ditadura militar no perío...

Doca Street, assassino de Ângela Diniz, morre aos 86 anos em São Paulo

Não existe verbete na Wikipédia sobre Doca Street. Morto nesta sexta (18) aos 86 anos, talvez agora ele ganhe uma página em seu nome nesta que é a maior enciclopédia colaborativa do mundo, onde só em português constam 1.049.371 artigos. A menção mais relevante no site a Raul Fernando do Amaral Street, o nome completo de Doca, aparece na entrada que fala de Ângela Diniz, socialite mineira assassinada em 1976 com quatro tiros disparados pela arma –e pelas mãos– de Doca, na casa que o casal dividia na Praia dos Ossos, em Búzios (RJ). Nada surpreendente. Afinal, desde que pôs um fim à existência de Ângela, Doca viu sua vida marcada e conectada ao crime que cometeu –ainda que, após seu primeiro julgamento, em 1979, ele tenha saído pela porta da frente do tribunal, ovacionado pelo público de Cabo Frio, também no litoral fluminense, escreve Marcella Franco em artigo publicado na Folha Online na sexta, 18/12, e reproduzido sábado, 19, no jornal. Vale a leitura, continua a seguir. Foi só em 198...