Em alguns casos, os gastos dos cartões de crédito corporativo por gente do primeiro escalão do governo Lula, que vêm sendo apontados de maneira quase histérica na grande imprensa, são verdadeiros atestados de honestidade de quem os utilizou. É o caso do presidente do Incra, Rolf Hackbart, que gastou, de acordo com a cada vez mais udenista Folha de S. Paulo, a monstruosa quantia de R$ 655,98 em 2006. Sim, são seiscentos e cinquenta e cinco reais e noventa e oito centavos, o que não paga nem os vinhos tomados no Fasano por Fernando Henrique, Aécio Neves, Tasso Jereissati e José Serra naquele famoso jantar em que os quatro tentavam emparedar Geraldo Alkcmin, em 2006, para fazer de Serra o candidato do PSDB à presidência. No ano em que Hackbart mais usou o cartão (2004), ele gastou, ainda segundo a Folha, R$ 8.415,60. Uma média de R$ 23 por dia. Ou os jornalistas não sabem fazer contas ou estão de má-fé...
Não existe verbete na Wikipédia sobre Doca Street. Morto nesta sexta (18) aos 86 anos, talvez agora ele ganhe uma página em seu nome nesta que é a maior enciclopédia colaborativa do mundo, onde só em português constam 1.049.371 artigos. A menção mais relevante no site a Raul Fernando do Amaral Street, o nome completo de Doca, aparece na entrada que fala de Ângela Diniz, socialite mineira assassinada em 1976 com quatro tiros disparados pela arma –e pelas mãos– de Doca, na casa que o casal dividia na Praia dos Ossos, em Búzios (RJ). Nada surpreendente. Afinal, desde que pôs um fim à existência de Ângela, Doca viu sua vida marcada e conectada ao crime que cometeu –ainda que, após seu primeiro julgamento, em 1979, ele tenha saído pela porta da frente do tribunal, ovacionado pelo público de Cabo Frio, também no litoral fluminense, escreve Marcella Franco em artigo publicado na Folha Online na sexta, 18/12, e reproduzido sábado, 19, no jornal. Vale a leitura, continua a seguir. Foi só em 198...
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