terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Leitão critica Geithner, logo ele está certo

O post abaixo está no blog de Míriam Leitão, a Cassandra global às avessas (tudo que ela prevê acontece exatamente o oposto). Alguns dias atrás, por sinal, o Entrelinhas publicou um comentário mais alentado sobre a coleguinha em questão. Agora, Míriam critica "o jovem Geithner". Este blog então aposta que Timothy Geithner, o secretário do Tesouro de Obama, mandou bem...

Crise americana
Obama no dia D: ganha um ponto e pode perder outro

Neste dia D da luta contra a crise, com dois grandes eventos, o plano no Congresso e o pacote do Tesouro, o presidente Barack Obama fez um ponto e corre o risco de perder outro.

Ponto ganho: mesmo ganhando de raspão seu plano passou no Senado. Agora ele tem na mão poderosas ferramentas para lutar contra a recessão

Ponto em dúvida: o Tesouro anunciou um plano de resgate financeiro confuso, foi apresentado da forma errada, o mercado não entendeu nestes primeiros momentos os detalhes e como funcionaria os mecanismos que podem chegar a significar US$ 2 tri de gastos para evitar o colapso financeiro. Por isso reagiu mal. Geithner, o jovem Geithner, precisa se fazer entender.

Um comentário:

  1. A Senhora Leitão erra muito, mas talvez dessa vez ela tenha acertado, só que pelos motivos errados.

    O plano não é ruim porque foi apresentado de forma errada, como acredita a comentarista da Globo. O plano é ruim... e ponto.

    Os bancos estão falidos. A crise, lá, é de solvência e não de liquidez. Os ativos dos bancos valem menos do que os passivos.

    Os bancos ainda não foram à bancarrota por causa de manobras pela qual evitam que os valores dos ativos sejam aferidos pelo valor de mercado. Evitam vender os ativos no mercado, pois nesse caso o preço seria praticamente zero e a contabilização dessas perdas para todos os ativos similares causaria falência.

    Só que o plano causa justamente isso: força os ativos a serem vendidos no mercado. Se isso acontecer, não sobra um banco dos EUA em pé.

    A única solução viável é nacionalizar os bancos. Em bom português: ESTATIZAR.

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