quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

A Folha recuou?

O diário da Barão de Limeira publicou hoje, no Painel do Leitor, as duas cartas abaixo. Sem resposta malcriada, desta vez. Será que a direção do jornal percebeu que essa história de "ditabranda" não caiu bem e resolveu recuar? É cedo para saber, mas é o que indica a ausência de resposta aos professores. Menos mal, só que ainda falta um bom "mea culpa" sobre o trocadilho infame.

Ditadura
"Em resposta aos insultos a mim dirigidos na Nota da Redação de 20 de fevereiro próximo passado ("cínico e mentiroso'), reitero meu protesto contra o editorial, que considerou brando o regime militar brasileiro, cujos agentes mataram mais de 400 pessoas e torturaram milhares de presos políticos." FÁBIO KONDER COMPARATO , professor titular da Faculdade de Direito da USP (São Paulo, SP)

"As injúrias da Redação da Folha não me intimidam. Continuarei denunciando os crimes da ditadura, seus responsáveis civis e militares, bem como seus aliados -ontem e hoje." MARIA VICTORIA DE MESQUITA BENEVIDES , professora titular da Faculdade de Educação da USP (São Paulo, SP)

2 comentários:

  1. adorei a agulhada no final da professora Benevides, sensacional

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  2. Olha, Luiz, não foi essa a impressão que eu tive. Parece ter sido mais em razão da ocasião, ainda na ressaca do Carnaval. Uma porque ambos os professores certamente não iriam demorar tanto para responder. Outra porque na mesma seção há uma carta que ocupa espaço razoável apenas para elogiar uma matéria do caderno Informática, o que não é comum -ou seja, dá a impressão que ontem a "pauta" de cartas também estava fraca. E, por fim, como se trata da Falha de S. Paulo, a edição de quarta-feira foi preenchida por matérias sobre Carnaval e de agências, o que minimizou as chances de personagens se manifestarem no espaço pedindo direito de resposta às acusações invariavelmente feitas pelo jornal. Mudando de assunto, está lá na manchete do UOL: "Inadimplência atinge o maior nível desde 2002". Acho que os caras, enfim, descobriram como espalhar o medo e mostrar que a coisa está tão feia quanto eles dizem: é só falar que o Brasil está registrando os números da era FHC. Não deixa de ser curioso esse tiro no próprio pé...

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