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O roto contra o rasgado no Senado

Sim, é incrível, mas uma das comissões permanentes mais importantes do Senado Federal vai ficar sob o comando ou do impoluto mensaleiro Eduardo Azeredo (PSDB-MG), aquele que apresentou Marcos Valério a Delúbio Soares, ou do ex-presidente Fernando Collor de Mello, de tão triste memória. Difícil saber qual dos dois é o menos pior, mas Collor tem a seu favor o fato de já ter cumprido a pena – política, diga-se de passagem – a que foi condenado. Já Azeredo conseguiu, com o beneplácito dos grãos-tucanos, submergir durante um tempo e agora botou a cabecinha para fora da lama. Convenhamos, a parada será realmente dura.... Abaixo, reportagem da Folha Online a respeito de tão edificante assunto.

Disputa entre Collor e Azeredo por comissão deve ser definida em voto secreto no Senado

Gabriela Guerreiro e Renata Giraldi, da Folha Online, em Brasília

A disputa entre os senadores Fernando Collor de Mello (PTB-AL) e Eduardo Azeredo (PSDB-MG) pela presidência da Comissão de Relações Exteriores do Senado deve ser definida em voto secreto no plenário da Casa. Os dois travam nos bastidores uma disputa acirrada pelo comando da comissão mesmo com a ação de "bombeiros" que tentam, sem sucesso, resolver o impasse no diálogo.

Tradicionalmente, as presidências das comissões do Senado são divididas pelos partidos políticos com base no tamanho de suas bancadas. O PSDB argumenta que, pela regra, tem direito a ficar com o comando da CRE.

O PTB, por sua vez, sustenta que o comando da comissão foi oferecido ao partido pelo PMDB durante as negociações que resultaram na escolha do senador José Sarney (PMDB-AP) para a presidência da Casa. Se não houver acordo, os dois senadores vão disputar no voto a presidência da comissão --em votação secreta, como previsto pelo regimento do Senado.

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