O DEM indicou o deputado baiano Antonio Carlos Magalhães Neto para a vaga aberta com a renúncia de Edmar Moreira (MG) da Segunda Vice-Presidência da Câmara Federal. Foi uma jogada política inteligente: segundo reza a lenda, o herdeiro do carlismo na Bahia é um dos políticos "limpos" do DEM, pois o avô não permitia que, digamos assim, "nada de ruim" colasse em ACM Neto. Ele mesmo, o avô, ficava com o jogo pesado. Ademais, o herdeiro do falecido Antonio Carlos é um político em ascensão, hábil, muito articulado e dos que mais bate no governo. Do ponto de vista da oposição, portanto, foi uma boa jogada, mesmo porque o "substituto natural" de Edmar, o deputado Vic Pires (PA), nem tinha assumido o cargo e já teve a chance de ler, na Folha de S. Paulo, uma denúncia de recebimento de doação irregular para sua campanha... Política, definitivamente, é um jogo bruto.
Tom Cardoso faz justiça a um grande jornalista Se vivo estivesse, o gaúcho Tarso de Castro certamente estaria indignado com o que se passa no Brasil e no mundo. Irreverente, gênio, mulherengo, brizolista entusiasmado e sobretudo um libertário, Tarso não suportaria esses tempos de ascensão de valores conservadores. O colunista que assina esta dica decidiu ser jornalista muito cedo, aos 12 anos de idade, justamente pela admiração que nutria por Tarso, então colunista da Folha de S. Paulo. Lia diariamente tudo que ele escrevia, nem sempre entendia algumas tiradas e ironias, mas acompanhou a trajetória até sua morte precoce, em 1991, aos 49 anos, de cirrose hepática, decorrente, claro, do alcoolismo que nunca admitiu tratar. O livro de Tom Cardoso recupera este personagem fundamental na história do jornalismo brasileiro, senão pela obra completa, mas pelo fato de ter fundado, em 1969, o jornal Pasquim, que veio a se transformar no baluarte da resistência à ditadura militar no perío...
Caro Luiz, acho que você se esqueçeu da lista de furnas, ACM Neto também está lá, confira: http://caixadoistucanodefurnas.blogspot.com/
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