terça-feira, 10 de outubro de 2006

Geraldinho irritadinho

Quer ver o sempre zen Geraldo Alckmin perdendo a paciência com a imprensa estrangeira? Clique aqui e assista no You Tube ao vídeo feito para o programa Dateline, da NBC americana. Um detalhe interessante é que Alckmin não fala inglês. Aliás, esta é uma das poucas coisas que o presidente e o candidato da oposição têm em comum: ambos são monoglotas.

2 comentários:

  1. Wolverine

    Alckmin foi mesmo "melhor" que Lula no primeiro debate? Pelo que tenho percebido por aí, muitos pensam que sim.
    Acontece que, no afã de tentar "turbinar" a campanha do tucano, certos "formadores de opinião" têm se apoiado no expediente de destacar a forma (agressividade) em detrimento do contúdo necessário ( projetos, assertividade )Alckmin teria, pois, "surpreendido" por sua "agressividade" dirigida ao candidato Lula. Por quê, afinal, a surpresa ?
    O convívio com ACM, Bornhausen e Artur Neto, entre outros, só poderia dar nisso.Os instintos primitivos afloraram em Geraldo, e só faltou ele falar em dar uma surra em Lula. Como nos velhos tempos, quando o senhor exigia a total submissão do escravo, senão o couro comia.
    O petista, por sua vez - e a despeito de um alegado "nervosismo" que lhe teria acometido, coisa que "não" costuma nos acontecer quando estamos diante de câmeras de TV - jogou de forma inteligente: usou o debate para apresentar ao Brasil ( aquele fora das fronteiras bandeirantes ) ou nos relembrar de alguns episódios constrangedores ou desabonadores protagonizados por PSDB/PFL, e fazendo o papel que a imprensa não tem feito ( e não será agora que o fará ), em relação a estes partidos.
    A menos que possamos considerar a "truculência exaustivamente ensaiada" uma tática argumentativa aceitável - e que possivelmente seguirá conduzindo a campanha tucana - Lula não terá do que se lamentar quanto à sua performance no debate, apesar do que se tem dito nos meios de comunicação.

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  2. [Narrador]
    A reação política à carnificina que ocorreu em São Paulo foi abafada pela Copa do Mundo. Geraldo Alckmin foi governador de São Paulo durante 6 anos e renunciou um mês antes do início dos ataques para se candidatar a presidência. Major Olímpio acusa o Sr. Alckmin pelo que considera terem sido anos de negligência e má administração.

    [Entrevistado 1]
    Ele é um dos grandes responsáveis, possivelmente o maior responsável pelo descontrole do sistema prisional e pelo descontrole da segurança pública.

    [Jornalista brasileiro] Pergunta em coletiva: [...] vai até o final do ano?

    [Geraldo Alckimin] Acho que tá indo bem...

    [Jornalista australiana]
    "Você foi vice-governador por 6 anos e governador por mais 6 anos. Você assume alguma responsabilidade por o PCC ter ganhado tanta força? Porque nada foi feito antes?"

    [Geraldo Alckimin]
    São Paulo teve um grande trabalho na questão da Segurança Pública, tanto é que nós tivemos uma enorme redução do número de crimes em São Paulo.

    [Jornalista australiana]
    O surgimento de grupos de extermínio foi evidente nessa semana. No momento a ouvidoria diz que ocorreram 69 casos de execução. Você ficou surpreso com o reaparecimento desses grupos?

    [Geraldo Alckimin]
    Olha, esse é um assunto do Governo do Estado de São Paulo. Era bom ouvir as autoridades do Governo do Estado. Obrigado. Tchau. Tchau. Bye Bye. Eu, se eu soubesse que era isso, eu não tinha vindo dar a entrevista. É um assunto pro Governo do Estado de São Paulo.

    [Narrador]
    Dateline informou ao Sr. Alckmin claramente sobre a pauta da entrevista.

    [Geraldo Alckimin]
    Bye, Bye.

    [Jornalista australiana]
    Alguém tem que responder por isso. Ninguém quer falar. A Secretaria de Segurança Pública se recusa a falar...

    [Narrador]
    Dateline também requisitou entrevistas com o Chefe de Segurança Pública e o Comandante da Polícia, mas foram recusadas.

    [Entrevistado 2]
    Alckmin é completamente responsável. Ele não estava no Governo neste momento, mas o que levou a esses acontecimentos são consequências do seu governo e mais importante ainda, os chefes da Segurança Pública e do Sistema Prisional foram todos pessoas indicadas por ele. Não há nenhuma maneira dele não se julgar responsável por isso.

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