segunda-feira, 23 de outubro de 2006

Lula bate Alckmin por 59% a 28% no Rio

O presidente Lula está nadando de braçada no Rio de Janeiro, conforme revela a matéria abaixo, da Agência Estado. Enquanto o presidente conseguiu agregar 10 pontos percentuais em relação à sua votação no primeiro turno no Estado, Alckmin não ganhou um voto sequer, patinando na faixa dos 28%. Em tese, os números revelam que todos os eleitores cariocas que votaram em Heloísa Helena ou Cristovam Buarque estão decididos agora a ir de Lula, anular ou votar em branco, mas não em Geraldo Alckmin. Como se pode ver, o acordo com Anthony Garotinho não parece ter sido boa estratégia para o candidato tucano.

Lula leva votos de candidatos derrotados no Rio

Eleitores de candidatos ao governo tendem a votar em Lula

Adriana Chiarini


RIO - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva tende a receber no Estado do Rio de Janeiro a maior parte dos votos de eleitores de candidatos que não passaram para o segundo turno, indicam as pesquisas de opinião.

Entre os fluminenses, Lula está com 59% das intenções de voto para presidente e o candidato do PSDB, Geraldo Alckmin, com 28%, segundo pesquisa do Ibope realizada entre segunda e quarta-feira da semana passada para a Globo. No primeiro turno, Lula teve 49,19% dos votos válidos no Estado do Rio e Alckmin, 28,86%.

As intenções de voto em Lula aumentaram em relação à pesquisa anterior do Ibope no Estado, realizada entre 9 e 11 de outubro, que mostrou 57% de intenções de voto nele. Já Alckmin, caiu de 31% de intenções de voto em Alckmin para os 28%.

Na campanha para o segundo turno, Lula se aliou ao candidato a governador pelo PMDB Sérgio Cabral, que tem 60% das intenções de voto, de acordo com a pesquisa do Ibope da semana passado. De acordo com o Ibope, 72% dos eleitores de Cabral pretendem votar em Lula.

Já Alckmin é aliado da candidata Denise Frossard (PPS), que está com 30% das intenções de voto, e que logo após o primeiro turno chegou a dizer que votaria nulo para presidente.

O motivo é que Alckmin tirou fotos com o ex-governador do Rio Anthony Garotinho e de sua esposa, a governadora Rosinha Matheus, que foram lhe declarar apoio. Isso abriu uma crise com Frossard e um dos principais aliados de Alckmin no Estado, o prefeito do Rio, Cesar Maia (PFL). Frossard, que durante toda a campanha criticou Cabral, por ser aliado do casal.

Outro aliado de Alckmin, o candidato do PSDB ao governo do Rio, Eduardo Paes, derrotado no primeiro turno, declarou apoio a Cabral nesse segundo turno.

Além disso, o Rio foi capital do País, tem ainda grande número de órgãos federais e funcionários públicos. Também sedia estatais como a Petrobras, que teve sua sede "abraçada" na semana passada em ato promovido pelo PT. Apesar do tucano negar, a campanha de Lula insiste em que um eventual governo tucano demitiria funcionários públicos, cortaria seus salários e privatizaria a Petrobras, a Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil.

No Rio, no primeiro turno os candidatos à Presidência pelo PSOL, Heloísa Helena, e pelo PDT, Cristovam Buarque, foram proporcionalmente mais votados que em todo o País. Heloísa teve 17,13% dos votos válidos e Cristovam Buarque, do PDT, recebeu 4,47% dos votos válidos no Estado. No total do País, Heloísa ficou com 6,85% dos votos válidos e o pedetista com 2,64%.

Um comentário:

  1. Previsão para o debate de hoje:
    Tô achando que o Alckmin vai adotar a estratégia Mike Tyson novamente. O debate é na TV Record, a audiência é baixa e ele, no fundo, não tem nada a perder. Vai continuar falando do dossiê e das denúncias da Veja.
    Entretanto, no debate da Globo, ele mudará de tática novamente. Com a audiência grande ele terá muito a perder.
    E qual é a opinião deste blog a respeito?

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