terça-feira, 10 de outubro de 2006

A vida é dura para o PT

Foram 20 anos para conquistar a presidência da República. Faltando duas semanas para o fatídico 1° de outubro, com a eleição ganha, a Polícia Federal aborta a Operação Tabajara, provocando o inesperado segundo turno. O rival no escrutínio final, um jeca de Pindamonhangaba, sem carisma algum e idéias toscas na cabeça, vem se transformando nos últimos dias em uma versão brazuca do Álvaro Uribe, o reaça-fascistóide que enfrenta de cara lavada e mão de ferro a esquerda colombiana. Se a mídia quiser, construirá uma candidatura favorita de Geraldo Alckmin (PSDB) nos próximos dias – basta para isto mexer nas margens de erro das pesquisas de intenção de voto. A vida é realmente dura para o PT e só o povo nas ruas e nas urnas será capaz de impedir o Brasil de andar para trás e reviver a direita no Poder. Talvez os "aloprados" do partido que, no neologismo de Elio Gaspari, mercadejaram o dossiê contra Serra tenham ido longe demais e este seja um caminho sem volta, mais uma lição a aprender depois de tantos erros cometidos nos últimos quatro anos.

Para Lula, nada foi fácil na vida e agora ele está sozinho nos últimos 20 dias que vão definir a história do Brasil nos próximos quatro anos. Não depende mais só dele, embora o carisma de líder ainda seja a sua arma mais forte nesta reta final.

3 comentários:

  1. Apesar da mídia, me sobrava um tantinho de otimismo quanto à vitória do Lula. Com seu texto, fiquei assustada.

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  2. marcos ramon filho10 de outubro de 2006 14:42

    Sou PT, sou Lula, sou do Vale do Paraíba, não sou Geraldo, mas jeca é exagero!!! O cara, o Geraldo, é médico formado.

    Abraços!!

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  3. Não seria preconceito seu chamar alguém do interior de "jeca"?

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