quarta-feira, 18 de outubro de 2006

Alckmin já fez sua opção pelo lacerdismo

"Lula não pode ganhar a eleição. Se ganhar a eleição, não pode tomar posse. Se tomar posse, não pode governar". A frase de Carlos Lacerda, versão 2006, ainda não foi dita por Geraldo Alckmin (PSDB), mas está no espírito de todos os discursos de hoje do candidato tucano. O desespero tomou conta da oposição, que agora faz ameaças sobre a legitimidade da escolha que o povo brasileiro fará no próximo dia 29. As bravatas mereceram uma resposta dura do ministro Tarso Genro, que demonstra o acirramento das tensões nos últimos dias. Disse Tarso, sobre Alckmin: "Ele demonstra um outro lado, que é mais perigoso, que é o lado Pinochet. Essa ameaça de dizer que um governo não vai começar, um governo que será eleito democraticamente pela população, revela um lado mais Opus Dei do que um lado republicano".

O clima vai continuar tenso nos próximos dias, mas o tamanho da vitória de Lula poderá fazer muita coisa que hoje parece dramática se transformar em jogo político menor, mera picuinha. Confirmada a vitória de Lula nas urnas, o Brasil terá três atores políticos realmente relevantes: O presidente da República e os governadores de São Paulo e Minas Gerais. Geraldo Alckmin, Jorge Bornhausen, Tasso Jereissati e Roberto Freire serão página virada deste folhetim.

2 comentários:

  1. Concordo com você. Alckmin sairá como o político do PSDB que reuniu mais votos no partido, mas se ficar muito "saidinho", Serra lhe dará logo um safanão desses que ele sabe dar muito bem, com a ajuda da mídia e da parte da PF que controla, para fazê-lo juntar-se de imediato aos caciques e coronéis que estas eleições têm relegado às traças.

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  2. E MAIS OU MENOS POR AI...
    POLITICOS PEQUENOS, ESTE É O PERFIL
    DA CLASSE QUE SE DIZEM DEMOCRATAS , REPUBLICANOS E ETC.

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