sábado, 14 de outubro de 2006

O "jornalismo" de Veja volta a atacar

A reportagem de capa da revista Veja desta semana, assinada por Marcio Aith, confirma o padrão de "jornalismo" adotado pela publicação da editora Abril: pode parecer incrível, mas o único fato que serviria para embasar a matéria – um suposto encontro de Freud Godoy com Gedimar Pereira Passos no dia 18 de setembro – simplesmente não foi confirmado pelas fontes entrevistadas. E, não sendo confirmado, o que faz a revista? Publica a "denúncia", mesmo com as contundentes negativas de todas as partes envolvidas. Não é a primeira vez que isto ocorre. Aliás, o exemplo mais grave desta conduta de Veja foi uma matéria, assinada pelo mesmo Marcio Aith, sobre a suposta conta do presidente Lula no exterior. Daquela vez, Aith bateu todos os recordes de jornalismo marrom que se tem conhecimento ao escrever, na "reportagem" em que acusava o presidente da República, que a revista não havia conseguido confirmar a veracidade da denúncia, mas decidira publicar a coisa toda para "evitar" que o governo pudesse ser "chantageado".

De tão ridícula, a desculpa da revista dispensa comentários. Na verdade, Veja está em campanha contra o PT e a candidatura de Lula e, sendo assim, quando não há fatos negativos para publicar, como ocorreu nesta semana, arranja-se uma versão qualquer que deixe o presidente mal na fita. O problema todo é que a população já percebeu a jogada e a credibilidade da revista foi afetada. "Se saiu na Veja, deve ser mentira", é o que se ouve por aí...

3 comentários:

  1. Leu a matéria de capa da Carta Capital desta semana sobre o complô do segundo turno? Vai comentar?

    ResponderExcluir
  2. Há quem tenha se surpeendido com a disenteria oral de Ferreira Gullar atacando Lula hoje, 15/10/06, na Folha de São Paulo. Eu não me surpreendi nem um pouco. Ferreira Gullar é persona non grata no meio artístico, pelo menos junto aqueles que, como Lygia Clark e Hélio Oiticica, romperam com o concretismo e avaçaram no sentido do neoconcretismo, movimento que desaguou, por exemplo, na Tropicália. Os parangolés, de Helio Oiticica, são a expresão da ruptura com um passado rígido, este passado, se não me engano, dos idos dos anos 50, ao qual, lamentávelmente, Ferreira Gullar ainda está preso. Isto sim, um artista frustado, infeliz. È isto o que é Ferreira Gullar. Não me surpreendo nem um pouco com esta visão tosca do "poeta." Visite meu blog http://abandon.zip.net

    ResponderExcluir
  3. Como eu gostaria de ver a VEJA recebendo um processo bem grande e pagando uma grana imensa para deixar de ser escrota!!!

    Abraços professor

    ResponderExcluir

O Entrelinhas não censura comentaristas, mas não publica ofensas pessoais e comentários com uso de expressões chulas. Os comentários serão moderados, mas são sempre muito bem vindos.