Agora que Lula abriu 20 pontos sobre o tucano Alckmin, as redações, o mercado financeiro e os partidos vivem o período crítico em que ficção e realidade se misturam. Os tucanos sonham com uma capa de Veja demolidora, até porque não têm eles mesmos uma estratégia para virar o jogo. A foto de Alckmin hoje com boné e jaqueta das empresas estatais é de um ridículo tão atroz que virou motivo de chacota até entre os tucanos - basta ir no blog do Reinaldo Azevedo e ler o que ele diz sobre o assunto. Sem estratégia, portanto, resta sonhar. Veja deve vir com uma capa forte contra Lula, não há dúvida, mas se metade do que andam falando por aí fosse verdade, o presidente seria um mentecapto de tal magnitude que caberia perguntar como a oposição não o apeou do poder antes. Lula pode ser muita coisa, mas burro, definitivamente, não é. Os próximos dias serão tensos, mas restará provado que, definitivamente, não foram os filhos do presidente os financiadores para a tal operação de compra do dossiê Vedoin. Aliás, é bom lembrar, a Polícia Federal impediu a compra do material e, portanto, crime eleitoral não houve, uma vez que a coisa não se consumou. Os tucanos andam bem lacerdistas, mas a verdade é que até Carlos Lacerda procurava observar as regras do jogo...
Tom Cardoso faz justiça a um grande jornalista Se vivo estivesse, o gaúcho Tarso de Castro certamente estaria indignado com o que se passa no Brasil e no mundo. Irreverente, gênio, mulherengo, brizolista entusiasmado e sobretudo um libertário, Tarso não suportaria esses tempos de ascensão de valores conservadores. O colunista que assina esta dica decidiu ser jornalista muito cedo, aos 12 anos de idade, justamente pela admiração que nutria por Tarso, então colunista da Folha de S. Paulo. Lia diariamente tudo que ele escrevia, nem sempre entendia algumas tiradas e ironias, mas acompanhou a trajetória até sua morte precoce, em 1991, aos 49 anos, de cirrose hepática, decorrente, claro, do alcoolismo que nunca admitiu tratar. O livro de Tom Cardoso recupera este personagem fundamental na história do jornalismo brasileiro, senão pela obra completa, mas pelo fato de ter fundado, em 1969, o jornal Pasquim, que veio a se transformar no baluarte da resistência à ditadura militar no perío...
Comentários
Postar um comentário
O Entrelinhas não censura comentaristas, mas não publica ofensas pessoais e comentários com uso de expressões chulas. Os comentários serão moderados, mas são sempre muito bem vindos.