terça-feira, 3 de outubro de 2006

Jorge Rodini: tendências para o 2° turno

O primeiro turno já acabou, mas este blog continuará tendo a honra de publicar as sempre perspicazes análises de Jorge Rodini, diretor do instituto Engrácia Garcia, sobre o complicado universo das pesquisas eleitorais, tão criticadas nos últimos dias. Desta vez, o especialista analisa as primeiras tendências para a eleição presidencial do próximo dia 29. Pelo que escreve Rodini, os cardíacos do PT e PSDB deverão continuar tomando seus remedinhos religiosamente, pois não vai faltar emoção nesta reta final. Leia a seguir o comentário de Jorge Rodini

A análise da última pesquisa Datafolha, realizada antes das eleições, permite fazermos projeções para o segundo Turno.

1. Lula e Alckmin estariam praticamente empatados entre os eleitores mais jovens e entre as mulheres: a partir do eleitorado de 25 anos para frente, Lula teria vantagem entre 5 e 7 pontos percentuais.

2. Alckmin ganharia, em segundo turno, no Sudeste (48% a 45%), no Sul ( 59% a 34%), empataria no Norte/Centro-Oeste (47% a 47%) e perderia fragorosamente no Nordeste (27% contra 65% de Lula). Cabe a observação de que esta simulação de segundo turno do Datafolha foi muito parecida com o resultado final do primeiro turno da eleição.

3. Lula ganharia, em segundo turno, somente entre os que tem ensino fundamental ( 55% x 38%), empatando nos de ensino médio (46% x 47%) e perdendo nos de ensino superior ( 35% x 56%). Entre os eleitores que percebem até 2 salários mínimos de renda familiar, Lula venceria a disputa (57% x 36%). No eleitorado com renda entre 2 e 5 salários, há um empate (46% x 47%); entre os que ganham de 5 a 10 SM , Alckmin vence por 56% x 37% e entre os mais ricos, a vantagem para o tucano é maior ( 63% x 30%).

4. Dos eleitores de Heloisa Helena, 29% votariam em Lula no segundo turno, mas 53% deles sufragariam Alckmin. Entre os que disseram votar branco, nulo e nenhum no primeiro turno, 17% votaria em Lula e 25% em Alckmin.

Síntese: Alckmin deve começar o segundo turno em vantagem entre as mulheres, jovens e entre os eleitores de ensino médio e superior, e dos que ganham acima de 2 salários mínimos. A vantagem no Nordeste ainda deve segurar a intenção de votos em Lula nas primeiras pesquisas a serem divulgadas, mas não será suficiente para impedir uma consolidação dos votos em Alckmin. Aguardemos a sinalização da largada.

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