Foram 14 anos de ostracismo, mas Fernando Collor de Mello trabalhou para voltar e conseguiu. É agora senador da República por Alagoas, legitimamente escolhido pelo povo de seu Estado. Muita gente gosta de falar de Aécio Neves, José Serra e Ciro Gomes, mas a eleição presidencial de 2010 pode ter um novo personagem, especialmente se o cenário for de instabilidade política. Collor, da mesma maneira que o presidente Lula e a senadora Heloísa Helena, sabe falar para as massas. Não é pouca coisa.
Tom Cardoso faz justiça a um grande jornalista Se vivo estivesse, o gaúcho Tarso de Castro certamente estaria indignado com o que se passa no Brasil e no mundo. Irreverente, gênio, mulherengo, brizolista entusiasmado e sobretudo um libertário, Tarso não suportaria esses tempos de ascensão de valores conservadores. O colunista que assina esta dica decidiu ser jornalista muito cedo, aos 12 anos de idade, justamente pela admiração que nutria por Tarso, então colunista da Folha de S. Paulo. Lia diariamente tudo que ele escrevia, nem sempre entendia algumas tiradas e ironias, mas acompanhou a trajetória até sua morte precoce, em 1991, aos 49 anos, de cirrose hepática, decorrente, claro, do alcoolismo que nunca admitiu tratar. O livro de Tom Cardoso recupera este personagem fundamental na história do jornalismo brasileiro, senão pela obra completa, mas pelo fato de ter fundado, em 1969, o jornal Pasquim, que veio a se transformar no baluarte da resistência à ditadura militar no perío...
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