O prefeito do Rio de Janeiro, Cesar Maia, deve estar feliz hoje. Em seu ex-blog, ele atribuiu à aliança de Geraldo Alckmin com o ex-governador Anthony Garotinho uma parcela da queda do candidato tucano na pesquisa Datafolha. É possível que Maia tenha razão, pelo menos no que diz respeito aos eleitorado do Rio de Janeiro, onde 18% votaram em Heloísa Helena no primeiro turno e tendem agora a sufragar o nome de Lula por rejeitarem Garotinho. Claro que a queda de 3 pontos percentuais de Alckmin não se explica apenas pelo movimento dos eleitores cariocas, mas a satisfação do prefeito é visível. Se Alckmin tivesse subido, algum gaiato poderia dizer que foi fruto do apoio de Garotinho...
Tom Cardoso faz justiça a um grande jornalista Se vivo estivesse, o gaúcho Tarso de Castro certamente estaria indignado com o que se passa no Brasil e no mundo. Irreverente, gênio, mulherengo, brizolista entusiasmado e sobretudo um libertário, Tarso não suportaria esses tempos de ascensão de valores conservadores. O colunista que assina esta dica decidiu ser jornalista muito cedo, aos 12 anos de idade, justamente pela admiração que nutria por Tarso, então colunista da Folha de S. Paulo. Lia diariamente tudo que ele escrevia, nem sempre entendia algumas tiradas e ironias, mas acompanhou a trajetória até sua morte precoce, em 1991, aos 49 anos, de cirrose hepática, decorrente, claro, do alcoolismo que nunca admitiu tratar. O livro de Tom Cardoso recupera este personagem fundamental na história do jornalismo brasileiro, senão pela obra completa, mas pelo fato de ter fundado, em 1969, o jornal Pasquim, que veio a se transformar no baluarte da resistência à ditadura militar no perío...
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