terça-feira, 19 de setembro de 2006

Hoje é dia de Datafolha

Com um novo escândalo na praça, os números do instituto Datafolha que serão anunciados logo mais às 20h no Jornal Nacional estão sendo esperados com grande ansiedade entre os políticos. Façam as suas apostas. A deste blog são as seguintes: Lula 49%; Alckmin 29%, Heloísa 8% e Cristovam 2%, os demais somando 2%. Na soma dos votos válidos, dez pontos separariam Alckmin do segundo turno.

Um comentário:

  1. Até pode ser isso mesmo, ou seja nada. De toda essa confusão de informações, contra-informações e desinformações que estão jogando na cara do eleitorado nacional leitor e espectador,poucas coisa me parecem claras: 1)o envolvimento do pessoal do Ministério da Saúde do governo FHC, Serra e seu sucessor, do PSDB de MT(pelo menos)e de Alckmin no escândalo de superfaturamento de unidades móveis de saúde(nome técnico da coisa)com a Planam e seus comparsas parlamentares; 2)o truque do PSDB-PFL para incriminar o PT e especialmente o pres.Lula num crime de tráfico de dossiê que não houve (o "negócio", afinal, foi abortado pela PF)a fim de abafar a participação de membros do PSDB-PFL na coisa; 3)a cooptação da mídia na formação da cortina de fumaça para incriminar diretamente o candidato Lula; 4) a causa da indignação e do incompreensível processo contra Lula, Bastos e Berzoini no TSE foi a PF ter se antecipado ao flagrante do dinheiro a ser explorado pelas fotos em jornais como fizeram no caso Lunus (veja a quase confissão disso na entrevista de Paulo Henrique Amorim com o advogado do PSDB ontem). Mas o que espanta mesmo é a revelação da existência dessa turma de "militantes" do PT, "assessores" do Planalto, ex-policial dublê de advogado ou sei lá mais o quê, envolvidos ou não na negociação da entrevista e divulgação dos fatos à revelia da Justiça e da CPI. A pura existência de um ex-segurança transformado em "assessor especial" da Presidência da República, com sala no Palácio do Planalto, isto é, "autoridade" da República, sem outra qualificação profissional que não seja a de ter sido guarda-costa do presidente em várias campanhas; da existência de um filiado ao PT, que atuava como arrecadador de campanhas para vários partidos em MT, usando carteirinha do PT, de nome Valdebran, já denunciado pelo próprio partido como trambiqueiro; de um ex-PF, também advogado ou não, de vida pregressa nebulosa e função "política" ainda mais nebulosa, dito como exercendo cargo numa função logística, digamos assim, no comitê de campanha do PT, subordinado a um ex-churrasqueiro da família do presidente, cujas qualificações profissionais para o tal trabalho de logística de "informações" não se conhece, ambos subordinados diretamente ao presidente do PT -- toda essa gente de currículos nebulosos, qualificações obscuras, circulando como "autoridades" do governo ou do Partido, sem fronteiras nítidas entre o Partido dos Trabalhadores e o governo federal, pra lá e pra cá como se fosse uma coisa só, e mais, como se fosse sua própria casa (veja-se o contrato da firma da mulher do ex-assessor e ex-segurança para um serviço relevante e sigiloso como a varredura telefônica de um comitê de campanha do Lula) - isso tudo permite ver o tipo de gente que tem cercado e se acercado Partido dos Trabalhadores e do Palácio do Planalto nos últimos tempos. Como é que pode isso? Essa mistura entre casa, governo e partido, essa falta de entendimento do que seja a esfera pública e a esfera privada, essa promiscuidade que justamente por não ter limites claros e autoridades nítidas, ou controles bem definidos, dá margem, ou facilita, ou induz a toda sorte de condutas no mínimo obscuras. Quando não ilícitas mesmo. Assim não dá. Minha paciência se esgotou. Fui.

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