segunda-feira, 11 de setembro de 2006

Para bom entendedor...

... meia palavra basta. Aécio Neves definitivamente não gostou da carta do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Traduzindo o "mineirês" das declarações do governador, reproduzidas abaixo de matéria da Folha Online, o que se tem é muito simples: Aécio quer distância de FHC. Muita distância.
Aécio diz que carta de FHC tem sido valorizada além da conta

O governador de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB), candidato à reeleição, disse que tem sido dada "uma valorização muito grande" à carta publicada no site do partido pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, e que não comentaria seu conteúdo porque FHC "deve ter tido suas razões".

A carta publicada por FHC faz duras críticas ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, e o tucano afirma que o PSDB "tapou o sol com a peneira" no caso do ex-governador Eduardo Azeredo, quando foi acusado de ter usado caixa dois na campanha de 1998.

"A maior contribuição que eu dou ao grande projeto do PSDB é não criar mais polêmica. A contribuição que dou é essa, pedindo votos para Geraldo Alckmin [candidato à Presidência] para que o Brasil encerre este ciclo de governo do PT, que não tem sido bom para o país", afirmou o candidato mineiro.

Para ele, o que interessa ao PSDB é a campanha de Alckmin e que o melhor é evitar comentar ações que "mais desagregam do que agregam".

Aécio disse ainda que o fato de FHC ter publicado uma carta considerada polêmica em período eleitoral não denota que ele tenha se sentido "esquecido" pelos tucanos nas eleições, conforme acusam opositores.

"Quem faz campanha olha para a frente. Não faz uma campanha política apenas olhando para trás. O Geraldo tem lembrado sempre muitos aspectos positivos do governo Fernando Henrique. Eu não acho que ele tenha sido deixado de lado. Agora, o candidato é o Alckmin e nós estamos discutindo o governo a partir de 2007 e não os governos passados", completou o governador de Minas.

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