A manchete da Folha de São Paulo de hoje – Vedoin isenta Serra do caso sanguessuga – é reveladora da postura do jornal e vale pelo editorial, ainda não escrito, recomendando voto em no candidato tucano ao governo paulista, José Serra. Nos últimos dias, aliás, a Folha está parecendo a Tribuna da Imprensa de 1954 ou o Correio da Manhã em 1961. Está só faltando a sequência de editoriais "Chega", "Basta" e "Fora" para o presidente Lula. Até o Estadão está procurando manter a compostura e disfarçar a alegria pela trapalhada petista no caso da tentativa de compra do dossiê envolvendo tucanos no casso dos sanguessugas.
Não existe verbete na Wikipédia sobre Doca Street. Morto nesta sexta (18) aos 86 anos, talvez agora ele ganhe uma página em seu nome nesta que é a maior enciclopédia colaborativa do mundo, onde só em português constam 1.049.371 artigos. A menção mais relevante no site a Raul Fernando do Amaral Street, o nome completo de Doca, aparece na entrada que fala de Ângela Diniz, socialite mineira assassinada em 1976 com quatro tiros disparados pela arma –e pelas mãos– de Doca, na casa que o casal dividia na Praia dos Ossos, em Búzios (RJ). Nada surpreendente. Afinal, desde que pôs um fim à existência de Ângela, Doca viu sua vida marcada e conectada ao crime que cometeu –ainda que, após seu primeiro julgamento, em 1979, ele tenha saído pela porta da frente do tribunal, ovacionado pelo público de Cabo Frio, também no litoral fluminense, escreve Marcella Franco em artigo publicado na Folha Online na sexta, 18/12, e reproduzido sábado, 19, no jornal. Vale a leitura, continua a seguir. Foi só em 198...
Como pode inocentar Serra, se acusa seu subordinado imediato e que depois o substituiu no ministério?
ResponderExcluirA Folha está impagável.