Foi difícil acompanhar na noite de ontem o debate da TV Gazeta entre os presidenciáveis Geraldo Alckmin, Heloísa Helena e Cristovam Buarque. Os três se uniram para criticar o presidente Lula pela ausência no programa, mas a verdade é que ele fez bem em não comparecer, dado o nível do encontro, para lá de sofrível. A coisa foi tão ruim que não dá nem sequer para apontar um vencedor no debate. O jornalista Carlos Marchi tentou fazer uma gracinha – dirigiu uma pergunta ao presidente Lula –, mas nem isto a apresentadora Maria Lydia permitiu. Se a eleição terminar no primeiro turno, terá sido um castigo justo para a oposição, por ter escolhido candidatos tão ruins para concorrer neste ano. E não foi por falta de alternativas: podiam estar ali, representando PSDB, PSOL e PDT, gente como José Serra, Plínio de Arruda Sampaio e Nilo Batista. Gente com idéias na cabeça e capacidade de debater projetos para o Brasil, e não picuinhas e generalidades.
Não existe verbete na Wikipédia sobre Doca Street. Morto nesta sexta (18) aos 86 anos, talvez agora ele ganhe uma página em seu nome nesta que é a maior enciclopédia colaborativa do mundo, onde só em português constam 1.049.371 artigos. A menção mais relevante no site a Raul Fernando do Amaral Street, o nome completo de Doca, aparece na entrada que fala de Ângela Diniz, socialite mineira assassinada em 1976 com quatro tiros disparados pela arma –e pelas mãos– de Doca, na casa que o casal dividia na Praia dos Ossos, em Búzios (RJ). Nada surpreendente. Afinal, desde que pôs um fim à existência de Ângela, Doca viu sua vida marcada e conectada ao crime que cometeu –ainda que, após seu primeiro julgamento, em 1979, ele tenha saído pela porta da frente do tribunal, ovacionado pelo público de Cabo Frio, também no litoral fluminense, escreve Marcella Franco em artigo publicado na Folha Online na sexta, 18/12, e reproduzido sábado, 19, no jornal. Vale a leitura, continua a seguir. Foi só em 198...
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