A Folha de S. Paulo é um jornal engraçado: fez um grande carnaval sobre a tentativa de censura de uma reportagem sobre a arapongagem do governador do Paraná, Roberto Requião (PMDB): página inteira, com direito ao governador mal na foto. Na edição desta terça-feira (27/09), a mesma Folha noticia um caso bem parecido, desta vez envolvendo o governador de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB). Ao contrário de Requião, porém, a tentativa de censura de Aécio à exibição de reportagem da Folha no programa eleitoral de seu adversário Nilmário Miranda ganhou uma retranca de 3 colunas no pé da página 13, a penúltima do caderno Brasil.
Tom Cardoso faz justiça a um grande jornalista Se vivo estivesse, o gaúcho Tarso de Castro certamente estaria indignado com o que se passa no Brasil e no mundo. Irreverente, gênio, mulherengo, brizolista entusiasmado e sobretudo um libertário, Tarso não suportaria esses tempos de ascensão de valores conservadores. O colunista que assina esta dica decidiu ser jornalista muito cedo, aos 12 anos de idade, justamente pela admiração que nutria por Tarso, então colunista da Folha de S. Paulo. Lia diariamente tudo que ele escrevia, nem sempre entendia algumas tiradas e ironias, mas acompanhou a trajetória até sua morte precoce, em 1991, aos 49 anos, de cirrose hepática, decorrente, claro, do alcoolismo que nunca admitiu tratar. O livro de Tom Cardoso recupera este personagem fundamental na história do jornalismo brasileiro, senão pela obra completa, mas pelo fato de ter fundado, em 1969, o jornal Pasquim, que veio a se transformar no baluarte da resistência à ditadura militar no perío...
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