O deputado federal Michel Temer seguirá no comando do PMDB: foi eleito domingo com quase 600 votos dos convencionais. Apenas 4 não votaram em Temer, o que em tese é um sinal de união do partido. Mas a verdade não é necessariamente esta, porque não houve disputa e quem conhece de perto o partido sabe que será necessário um trabalho político intenso do presidente reeleito para deixar, digamos assim, menos insatisfeitos os partidários da candidatura de Nelson Jobim, que renunciou quando percebeu que a derrota era inevitável. Nada que Temer, raposa velha que é, não tenha capacidade de resolver. A reforma ministerial e as próximas votações no Congresso, especialmente no Senado, vão mostrar se o PMDB está de fato mais coeso e unido. É até provável que esteja, mas só os próximos capítulos do jogo político vão comprovar a tese.
Tom Cardoso faz justiça a um grande jornalista Se vivo estivesse, o gaúcho Tarso de Castro certamente estaria indignado com o que se passa no Brasil e no mundo. Irreverente, gênio, mulherengo, brizolista entusiasmado e sobretudo um libertário, Tarso não suportaria esses tempos de ascensão de valores conservadores. O colunista que assina esta dica decidiu ser jornalista muito cedo, aos 12 anos de idade, justamente pela admiração que nutria por Tarso, então colunista da Folha de S. Paulo. Lia diariamente tudo que ele escrevia, nem sempre entendia algumas tiradas e ironias, mas acompanhou a trajetória até sua morte precoce, em 1991, aos 49 anos, de cirrose hepática, decorrente, claro, do alcoolismo que nunca admitiu tratar. O livro de Tom Cardoso recupera este personagem fundamental na história do jornalismo brasileiro, senão pela obra completa, mas pelo fato de ter fundado, em 1969, o jornal Pasquim, que veio a se transformar no baluarte da resistência à ditadura militar no perío...
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