O deputado federal Michel Temer seguirá no comando do PMDB: foi eleito domingo com quase 600 votos dos convencionais. Apenas 4 não votaram em Temer, o que em tese é um sinal de união do partido. Mas a verdade não é necessariamente esta, porque não houve disputa e quem conhece de perto o partido sabe que será necessário um trabalho político intenso do presidente reeleito para deixar, digamos assim, menos insatisfeitos os partidários da candidatura de Nelson Jobim, que renunciou quando percebeu que a derrota era inevitável. Nada que Temer, raposa velha que é, não tenha capacidade de resolver. A reforma ministerial e as próximas votações no Congresso, especialmente no Senado, vão mostrar se o PMDB está de fato mais coeso e unido. É até provável que esteja, mas só os próximos capítulos do jogo político vão comprovar a tese.
Não existe verbete na Wikipédia sobre Doca Street. Morto nesta sexta (18) aos 86 anos, talvez agora ele ganhe uma página em seu nome nesta que é a maior enciclopédia colaborativa do mundo, onde só em português constam 1.049.371 artigos. A menção mais relevante no site a Raul Fernando do Amaral Street, o nome completo de Doca, aparece na entrada que fala de Ângela Diniz, socialite mineira assassinada em 1976 com quatro tiros disparados pela arma –e pelas mãos– de Doca, na casa que o casal dividia na Praia dos Ossos, em Búzios (RJ). Nada surpreendente. Afinal, desde que pôs um fim à existência de Ângela, Doca viu sua vida marcada e conectada ao crime que cometeu –ainda que, após seu primeiro julgamento, em 1979, ele tenha saído pela porta da frente do tribunal, ovacionado pelo público de Cabo Frio, também no litoral fluminense, escreve Marcella Franco em artigo publicado na Folha Online na sexta, 18/12, e reproduzido sábado, 19, no jornal. Vale a leitura, continua a seguir. Foi só em 198...
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