O repórter Eduardo Bresciani, que acompanha os bastidores de Brasília pelo DCI, informa que a hesitação do deputado Aldo Rebelo (PCdoB) em aceitar o convite para assumir o ministério da Defesa tem uma razão bastante simples: Aldo estaria empenhadíssimo na montagem da sua candidatura a prefeito de São Paulo, em uma aliança que envolveria os partido do bloco de esquerda da Câmara – PSB e PDT. Essas legendas, aliás, têm bons nomes para completar a chapa, como a ex-prefeita socialista Luiza Erundina ou o deputado Paulo Pereira da Silva, o Paulinho, da Força Sindical. A articulação da candidatura, portanto, pode inviabilizar a inédita posse de um comunista para o comando das Forças Armadas do Brasil.
Tom Cardoso faz justiça a um grande jornalista Se vivo estivesse, o gaúcho Tarso de Castro certamente estaria indignado com o que se passa no Brasil e no mundo. Irreverente, gênio, mulherengo, brizolista entusiasmado e sobretudo um libertário, Tarso não suportaria esses tempos de ascensão de valores conservadores. O colunista que assina esta dica decidiu ser jornalista muito cedo, aos 12 anos de idade, justamente pela admiração que nutria por Tarso, então colunista da Folha de S. Paulo. Lia diariamente tudo que ele escrevia, nem sempre entendia algumas tiradas e ironias, mas acompanhou a trajetória até sua morte precoce, em 1991, aos 49 anos, de cirrose hepática, decorrente, claro, do alcoolismo que nunca admitiu tratar. O livro de Tom Cardoso recupera este personagem fundamental na história do jornalismo brasileiro, senão pela obra completa, mas pelo fato de ter fundado, em 1969, o jornal Pasquim, que veio a se transformar no baluarte da resistência à ditadura militar no perío...
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