A Folha de S. Paulo não ficou muito animada com a nomeação do jornalista Miguel Jorge, ex-diretor de redação do rival O Estado de S. Paulo, para a vaga de Luiz Fernando Furlan no ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. Na edição desta sexta-feira, o jornal publica a notícia com o mesmo peso que dá para a nomeação do deputado Reinhold Stephanes (PMDB-PR), que já vinha sendo cogitada há dias, para a Agricultura. Miguel Jorge não mereceu nem sequer um perfil mais alentado na Folha - evidentemente, há um no Estadão. Inveja mata
Tom Cardoso faz justiça a um grande jornalista Se vivo estivesse, o gaúcho Tarso de Castro certamente estaria indignado com o que se passa no Brasil e no mundo. Irreverente, gênio, mulherengo, brizolista entusiasmado e sobretudo um libertário, Tarso não suportaria esses tempos de ascensão de valores conservadores. O colunista que assina esta dica decidiu ser jornalista muito cedo, aos 12 anos de idade, justamente pela admiração que nutria por Tarso, então colunista da Folha de S. Paulo. Lia diariamente tudo que ele escrevia, nem sempre entendia algumas tiradas e ironias, mas acompanhou a trajetória até sua morte precoce, em 1991, aos 49 anos, de cirrose hepática, decorrente, claro, do alcoolismo que nunca admitiu tratar. O livro de Tom Cardoso recupera este personagem fundamental na história do jornalismo brasileiro, senão pela obra completa, mas pelo fato de ter fundado, em 1969, o jornal Pasquim, que veio a se transformar no baluarte da resistência à ditadura militar no perío...
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