A visita do presidente George W. Bush não causou tantos transtornos para o trânsito de São Paulo quanto a imprensa anunciou. O caos não ocorreu, pelo menos até agora, quase meio-dia desta sexta-feira. Segundo a CET, a cidade registrou 70 quilômetros de congestionamento às 1oh, um pouco acima da média, de 59 km. Antes, às 9h30, foram registrados 79 km de lentidão, abaixo da média para o horário, que é de 99 km. Evidentemente, os deslocamentos de Bush causam transtornos nas regiões por onde ele passa, o que é natural e não mata ninguém, apenas aborrece por alguns minutos. A histeria da mídia, portanto, pode ser encarada como uma forma de colonialismo –"vejam como ele é poderoso, interdita até as marginais" –, e o fato é que São Paulo vive um dia até calmo durante a passagem dopresidente norte-americano pelo Brasil.
Não existe verbete na Wikipédia sobre Doca Street. Morto nesta sexta (18) aos 86 anos, talvez agora ele ganhe uma página em seu nome nesta que é a maior enciclopédia colaborativa do mundo, onde só em português constam 1.049.371 artigos. A menção mais relevante no site a Raul Fernando do Amaral Street, o nome completo de Doca, aparece na entrada que fala de Ângela Diniz, socialite mineira assassinada em 1976 com quatro tiros disparados pela arma –e pelas mãos– de Doca, na casa que o casal dividia na Praia dos Ossos, em Búzios (RJ). Nada surpreendente. Afinal, desde que pôs um fim à existência de Ângela, Doca viu sua vida marcada e conectada ao crime que cometeu –ainda que, após seu primeiro julgamento, em 1979, ele tenha saído pela porta da frente do tribunal, ovacionado pelo público de Cabo Frio, também no litoral fluminense, escreve Marcella Franco em artigo publicado na Folha Online na sexta, 18/12, e reproduzido sábado, 19, no jornal. Vale a leitura, continua a seguir. Foi só em 198...
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