sexta-feira, 9 de março de 2007

A esquerda e o biocombustível

Correntes de extrema esquerda protestam contra o etanol e outras formas de biocombustível, alegando que haverá uma superprodução agrícola para fabricação de combustível, em detrimento da produção de alimentos. O argumento precisa ser melhor analisado. Em tese, é importante mudar a matriz energética mundial, hoje baseada no petróleo, que não é renovável e cujos derivados são extremamente poluentes. A esquerda certamente não deseja que o mundo retorne ao tempo das charretes e o que está em jogo então é a distribuição das áreas agriculturáveis. Não se trata de um problema de fácil resolução, porque de fato será necessário plantar muita cana para suprir a demanda do primeiro mundo – especialmente dos EUA – e alguém vai ter que fazer o serviço. Resta saber se é boa bandeira para as esquerdas lutarem contra uma alternativa de combustível que parece ser mais limpa, com a vantagem de ser renovável e gerar empregos no Brasil.

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