Está em todas as agências de notícia a informação de que o presidente Lula garantiu a permanência de Waldir Pires no comando da pasta da Defesa. O colunista Lauro Jardim, da revista Veja, porém, afirma que é forte a especulação em Brasília sobre a nomeação de Nelson Jobim para o cargo de Pires. Pode tanto ser uma boa informação como uma plantação, inclusive destinada a "queimar" Jobim. Outra conversa que circulou nos bastidores era de que o presidente estava, antes da crise, inclinado a nomear o senador Edison Lobão (DEM-MA) para a vaga. Lobão se mudaria para o PMDB e assumiria o cargo na cota do senador José Sarney (PMDB-AP), a quem Lobão deve obediência cega. O problema foi que o TSE dificultou a saída do senador Democrata para o PMDB. Neste caso, se non è vero, è bene trovato, como diriam os italianos.
Tom Cardoso faz justiça a um grande jornalista Se vivo estivesse, o gaúcho Tarso de Castro certamente estaria indignado com o que se passa no Brasil e no mundo. Irreverente, gênio, mulherengo, brizolista entusiasmado e sobretudo um libertário, Tarso não suportaria esses tempos de ascensão de valores conservadores. O colunista que assina esta dica decidiu ser jornalista muito cedo, aos 12 anos de idade, justamente pela admiração que nutria por Tarso, então colunista da Folha de S. Paulo. Lia diariamente tudo que ele escrevia, nem sempre entendia algumas tiradas e ironias, mas acompanhou a trajetória até sua morte precoce, em 1991, aos 49 anos, de cirrose hepática, decorrente, claro, do alcoolismo que nunca admitiu tratar. O livro de Tom Cardoso recupera este personagem fundamental na história do jornalismo brasileiro, senão pela obra completa, mas pelo fato de ter fundado, em 1969, o jornal Pasquim, que veio a se transformar no baluarte da resistência à ditadura militar no perío...
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