quarta-feira, 12 de julho de 2006

Será que esse pessoal não aprende?

Bastou uma cochilada. Com a aprovação, no Congresso Nacional, de projeto de Lei elaborado pela Fenaj (Federação Nacional de Jornalistas) e apresentado por um deputado inexpressivo, cujo texto consegue a proeza de tornar a função de assessor de imprensa exclusiva dos diplomados em jornalismo, aquele pessoal que estava na moita se animou. Pode parecer incrível, mas a Fenaj não desiste nunca e anunciou que tentará reviver o natimorto Conselho Federal de Jornalismo (CFJ). A nota abaixo está no site da entidade.

FENAJ e Sindicatos ampliarão movimento pelo CFJ
A luta pelo Conselho Federal dos Jornalistas (CFJ) é uma prioridade dos jornalistas brasileiros para o próximo período. A proposta foi aprovada por unanimidade na plenária final do 32º Congresso Nacional dos Jornalistas, realizada dia 8 de julho, em Ouro Preto (MG). A deliberação foi precedida de debate com representantes da FENAJ, do Sindicato dos Jornalistas de Minas Gerais, do deputado federal Celso Russomanno (PP/SP) do representante da Associação de Imprensa Italiana no Brasil, Venceslau Soligo, do presidente do Confea, Marco Túlio de Melo e do ex-presidente da OAB, Hermann Baeta.

Na busca da aprovação do projeto do CFJ, a FENAJ e os Sindicatos de Jornalistas desenvolverão um processo de ampliação de debates, com a retomada de seminários nacionais e regionais sobre o tema. A expectativa é que destes debates, com envolvimento de outros setores da sociedade, hajam contribuições no sentido de melhorar o anteprojeto a ser reapresentado na Câmara dos Deputados.

Para quem já esqueceu o assunto, o CFJ é aquele monstrengo de inspiração stalinista que estabelece as "regras éticas" que os jornalistas deverão cumprir tão logo o tal conselho entre em vigor. Tamanha foi a onda de protestos contra o CJF que o presidente Lula teve o bom senso de jogar o texto na lata do lixo (espera-se que seja coerente e também não sancione o projeto recém-aprovado, de caráter obviamente corporativista), não sem antes deixar claro que o governo só enviara tamanho despautério para o Congresso a pedidos dos companheiros sindicalistas.

O grande problema da Fenaj é justamente a coerência de seus dirigentes. Como eles são os mesmos e não mudaram de idéia, vão continuar defendendo propostas corporativistas, autoritárias ou antiquadas. Ou a soma das três, como ocorre no caso do CFJ.

3 comentários:

  1. E onde estão os jornalistas contrários ao CJF? Dormindo?...

    Incrível como a gente não fica sabendo dessas coisas...

    Adorei seu blog, obrigada pela informação!

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  2. Dezenas de profissões tem seus Conselhos, que apesar de alguns problemas tem a fundamental missão de retirar maus profissionais (que existem em todas as áreas) de circulação. Os jornalistas, mais do que ninguém precisam a prender o que é trabalhar com ética, pois saben cobrar dos outros (inimigos), mas fecham os olhos para seus aliados. CFJ Já!!!!

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  3. Argumentos fracos os apresentados pelo "anônimo". O que se vê hoje são os Conselhos Profissionais acorbertarem os erros médicos, jurídicos etc... E o cidadão que se dane. Hoje esses Conselhos apenas acobertam as falhas profissionais de seus membros. E ainda querem criar um Conselho para os jornalista mas esteja certo, não será para defender o cidadão mas para controlar a livre manifestação de Imprensa e de Expressão. Cuidado com esse Stalinista retógrados!

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