O Senado Federal aprovou nesta terça-feira um Projeto de Lei, de autoria do deputado Pastor Amarildo (PSC-TO), que revisa revisa o decreto-lei que regulamenta o exercício da profissão de jornalista. Na verdade, o projeto foi elaborado pela Fenaj (Federação Nacional dos Jornalistas) e acabou gerando uma disputa com o Conselho Federal de Profissionais de Relações Públicas. O projeto da Fenaj prevê, entre outras coisas, que os jornalistas tennham a exclusividade no exercício da função de assessor de imprensa. Claro que os profissionais de relações públicas não gostaram e acusaram a Fenaj de agir corporativamente. Não é preciso ser nenhum gênio para perceber que os RPs têm toda a razão. O projeto sofreu modificações no Senado e terá que ser examinado pela Câmara dos Deputados novamente.
Tom Cardoso faz justiça a um grande jornalista Se vivo estivesse, o gaúcho Tarso de Castro certamente estaria indignado com o que se passa no Brasil e no mundo. Irreverente, gênio, mulherengo, brizolista entusiasmado e sobretudo um libertário, Tarso não suportaria esses tempos de ascensão de valores conservadores. O colunista que assina esta dica decidiu ser jornalista muito cedo, aos 12 anos de idade, justamente pela admiração que nutria por Tarso, então colunista da Folha de S. Paulo. Lia diariamente tudo que ele escrevia, nem sempre entendia algumas tiradas e ironias, mas acompanhou a trajetória até sua morte precoce, em 1991, aos 49 anos, de cirrose hepática, decorrente, claro, do alcoolismo que nunca admitiu tratar. O livro de Tom Cardoso recupera este personagem fundamental na história do jornalismo brasileiro, senão pela obra completa, mas pelo fato de ter fundado, em 1969, o jornal Pasquim, que veio a se transformar no baluarte da resistência à ditadura militar no perío...
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