quinta-feira, 6 de julho de 2006

Edição da Folha favorece candidatos tucanos

Sem levar em conta a manchete da edição desta quinta-feira da Folha de S. Paulo, que é declaradamente anti-petista ("Patrimônio de Lula dobra na Presidência") e cujo teor já foi comentado neste blog (O patrimônio dos candidatos e os erros da mídia), vale a pena prestar atenção em certos detalhes que fazem toda a diferença para perceber a manipulação do noticiário em favor de candidatos tucanos, especialmente Geraldo Alckmin:

Na página A-6, há dois infográficos. O primeiro, completamente fora de escala, mostra os tempos de cada presidenciável na disputa deste ano. Ao invés de usar os tempos em minutos, para a comparação ficar mais clara, o infográfico da Folha diz que Alckmin terá 1h21 (e não 81 minutos) contra 58 minutos de Lula. No infográfico, a altura dos 58 minutos do presidente é apenas ligeiramente superior aos 20 minutos de Cristóvam Buarque , o que é um absurdo matemático e revela manipulação dos números.

No pé da página, há outro infográfico, sobre o gasto da campanha dos candidatos ao governo de São Paulo. Quem estipulou o maior teto de gastos foi o tucano José Serra, mas curiosamente o infográfico não começa pela campanha de maior valor. Começa pelo petista Aloizio Mercadante, que estipulou gastos de até R$ 35 milhões. Em seguida, aparece Serra, com gastos de R$ 45 milhões. Depois Quércia (PMDB), com R$ 30 milhões. Do jeito que saiu, o maior "gastão" é Mercadante...

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