Vale a pena ler o comentário do sempre lúcido mestre Alberto Dines para o programa de rádio do Observatório da Imprensa: "Enquanto os estudiosos examinam com atenção o relatório sobre o Estado de Mídia dilvugado na semana passada, a nossa mídia continua oferecendo um espetáculo lamentável, lamentável e perverso. A Veja do último fim de semana acusa o governo de estar preparando um dossiê sobre os gastos da presidência da República no período 1998 a 2001, isto é, no fim do segundo mandato de FHC. Este dossiê, segundo o semanário, visa a intimidar a oposição na CPI dos Cartões Corporativos. Ora, se a revista acusa o governo de estar preparando uma chantagem, por que razão publicou dados sigilosos e aparentemente falsos, conforme declarou a ministra Dilma Rousseff? Na corrida sensacionalista, inverteram-se os papéis: ao divulgar os dados, Veja inocenta automaticamente o governo e converte-se, ela própria, em agente e beneficiária da chantagem." Não é mesmo preciso dizer mais nada...
Tom Cardoso faz justiça a um grande jornalista Se vivo estivesse, o gaúcho Tarso de Castro certamente estaria indignado com o que se passa no Brasil e no mundo. Irreverente, gênio, mulherengo, brizolista entusiasmado e sobretudo um libertário, Tarso não suportaria esses tempos de ascensão de valores conservadores. O colunista que assina esta dica decidiu ser jornalista muito cedo, aos 12 anos de idade, justamente pela admiração que nutria por Tarso, então colunista da Folha de S. Paulo. Lia diariamente tudo que ele escrevia, nem sempre entendia algumas tiradas e ironias, mas acompanhou a trajetória até sua morte precoce, em 1991, aos 49 anos, de cirrose hepática, decorrente, claro, do alcoolismo que nunca admitiu tratar. O livro de Tom Cardoso recupera este personagem fundamental na história do jornalismo brasileiro, senão pela obra completa, mas pelo fato de ter fundado, em 1969, o jornal Pasquim, que veio a se transformar no baluarte da resistência à ditadura militar no perío...
Olhe, Magalhães, sou estrangeiro, jornalista de negõcios e tradutor, e não me meto muito na política partidária aqui no Brasil. Razão: Eu simplesmente não consigo entendé-la. Você entende? Alguem entende? Parece um circo romano, com leões fantasiado de cristão e vice versa. Sangue, sangue, sangue, barulho, emoções exaltadas, vírgenes desmaiando. Resultado prático: nenhum.
ResponderExcluirMas me deu uma boa gargalhada ler hoje que um senador qualquer tinha descrito a Veja como "uma revista responsável."
Eu, hein? Não é.
Tem órganos com um viés mais conservador aqui que tem pelo menos um certo minimo compromisso com os fatos. Veja escancaradamente não tem. Desinforma. Eu não leio, e eu não dou a mínima importância ao que ela tem a dizer.
Por isso, acho que o senhor fez bem limitar seu comentário sobre o assunto. A vida é muito curta, e já complicada o suficiente sem acreditar em fantasmas. Eu leio tudo da imprensa brasileira, desde o Vermelho até o Valor (e DCI, é claro). Eu quero ter uma perspectiva razoavelmente completa sobre a opinião pública nesse pais. Tem alguns brasileiros que ainda acreditam em discos voadores e psicografia -- é o direito deles, claro -- assim como tem leitores que acreditam na credibilidade de Veja. Mas não são tantos que vale a pena quer saber o que eles pensem enquanto assuntos práticos.