Pular para o conteúdo principal

Parte do PMDB paulista defende apoio
a Aldo e aliança com o PCdoB na capital

O ex-governador Orestes Quércia, presidente do PMDB de São Paulo, vem sendo assediado por praticamente todos os pré-candidatos à prefeitura da capital do Estado. O PMDB tem o maior tempo na televisão, o que pode fazer toda a diferença em uma eleição que promete ser acirradíssima. Nos últimos dias, o assédio tem sido maior por parte dos petistas, que mudaram bastante de opinião em relação à disputa de 2004 e hoje aceitam compor a chapa encabeçada por Marta Suplicy com um peemedebista na vaga de vice-prefeito. O prefeito Gilberto Kassab (DEM) também conversou com Quércia algumas vezes, mas o diálogo não tem avançado muito. Geraldo Alckmin (PSDB) precisa definir se realmente quer o PMDB em sua chapa ou se fechará mesmo com Campos Machado (PTB) para a vaga de vice, como tem sido veiculado nos últimos dias.

A novidade no PMDB é que uma parte significativa da militância em São Paulo começa a defender uma via alternativa aos três líderes nas pesquisas. A idéia seria emprestar o tempo e a capilaridade do partido ao comunista Aldo Rebelo, que passaria então a contar com tudo que ele precisa para tentar fazer a sua candidatura decolar. Se Aldo supreender, o mérito será em boa parte creditado ao PMDB. Se, no entanto, Aldo e seu PCdoB terminarem no bloco dos nanicos, a culpa não terá sido dos peemedebistas...

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Um pai

Bruno Covas, prefeito de São Paulo, morreu vivendo. Morreu criando novas lembranças. Morreu não deixando o câncer levar a sua vontade de resistir.  Mesmo em estado grave, mesmo em tratamento oncológico, juntou todas as suas forças para assistir ao jogo do seu time Santos, na final da Libertadores, no Maracanã, ao lado do filho.  Foi aquela loucura por carinho a alguém, superando o desgaste da viagem e o suor frio dos remédios.  Na época, ele acabou criticado nas redes sociais por ter se exposto. Afinal, o que é o futebol perto da morte?  Nada, mas não era somente futebol, mas o amor ao seu adolescente Tomás, de 15 anos, cultivado pela torcida em comum. Não vibravam unicamente pelos jogadores, e sim pela amizade invencível entre eles, escreve Fabrício Carpinejar em texto publicado nas redes sociais. Linda homenagem, vale muito a leitura, continua a seguir.  Nos noventa minutos, Bruno Covas defendia o seu legado, a sua memória antes do adeus definitivo, para que s...

Dica da Semana: Tarso de Castro, 75k de músculos e fúria, livro

Tom Cardoso faz justiça a um grande jornalista  Se vivo estivesse, o gaúcho Tarso de Castro certamente estaria indignado com o que se passa no Brasil e no mundo. Irreverente, gênio, mulherengo, brizolista entusiasmado e sobretudo um libertário, Tarso não suportaria esses tempos de ascensão de valores conservadores. O colunista que assina esta dica decidiu ser jornalista muito cedo, aos 12 anos de idade, justamente pela admiração que nutria por Tarso, então colunista da Folha de S. Paulo. Lia diariamente tudo que ele escrevia, nem sempre entendia algumas tiradas e ironias, mas acompanhou a trajetória até sua morte precoce, em 1991, aos 49 anos, de cirrose hepática, decorrente, claro, do alcoolismo que nunca admitiu tratar. O livro de Tom Cardoso recupera este personagem fundamental na história do jornalismo brasileiro, senão pela obra completa, mas pelo fato de ter fundado, em 1969, o jornal Pasquim, que veio a se transformar no baluarte da resistência à ditadura militar no perío...

Doca Street, assassino de Ângela Diniz, morre aos 86 anos em São Paulo

Não existe verbete na Wikipédia sobre Doca Street. Morto nesta sexta (18) aos 86 anos, talvez agora ele ganhe uma página em seu nome nesta que é a maior enciclopédia colaborativa do mundo, onde só em português constam 1.049.371 artigos. A menção mais relevante no site a Raul Fernando do Amaral Street, o nome completo de Doca, aparece na entrada que fala de Ângela Diniz, socialite mineira assassinada em 1976 com quatro tiros disparados pela arma –e pelas mãos– de Doca, na casa que o casal dividia na Praia dos Ossos, em Búzios (RJ). Nada surpreendente. Afinal, desde que pôs um fim à existência de Ângela, Doca viu sua vida marcada e conectada ao crime que cometeu –ainda que, após seu primeiro julgamento, em 1979, ele tenha saído pela porta da frente do tribunal, ovacionado pelo público de Cabo Frio, também no litoral fluminense, escreve Marcella Franco em artigo publicado na Folha Online na sexta, 18/12, e reproduzido sábado, 19, no jornal. Vale a leitura, continua a seguir. Foi só em 198...