Pular para o conteúdo principal

Ainda sobre as articulações rumo a 2010

O sempre atento leitor Alexandre Porto pergunta: "E como fica Lula nesse primeiro cenário? O PMDB o abandonaria por Aécio no PSDB?"

Ainda é muito cedo para saber se o PMDB abandonaria Lula por Aécio, porque isto depende da avaliação da viabilidade do candidato apoiado por Lula e do tipo de aliança que o presidente vai articular. O fato é que é grande o entusiasmo dos peemedebistas com Aécio. Uma hipótese também vislumbrada pelos caciques do partido, mas que soa a "wishful thinking", como dizem os ingleses, é a chapa Aécio-Dilma ou mesmo Aécio-Gabrielli, com o beneplácito de Lula. Claro que ainda é muito cedo e que o presidente Lula vai trabalhar para viabilizar uma candidatura de sua estrita confiança, mas o que se informou na nota anterior não é "piada", como imagina Sérgio Telles, outro atento leitor do blog. É apenas e tão somente o que se comenta hoje no PMDB .

Comentários

  1. Mas estão fazendo cenários impossíveis:

    1. Lula JAMAIS admitiria um golpe por terceiro mandato;
    2. Aécio já falou mil vezes que não sai do PSDB (logo, assume-se como tucano entreguista e pró-mídia manipulada, como ele já faz lá em Minas);
    3. Lula lida com Aécio de forma diplomática, assim como conversa com o Uribe e com o Bush e no cenário nacional com o Serra e com outros políticos de oposição. Jamais apoiaria um candidato com perfil de reverter todas as conquistas que deram esse trabalho todo pra acontecerem, ele não é maluco.

    E eu continuo dizendo, nosso assunto tem que ser Dilma, Tarso, os candidatos NOSSOS... pra falar dos candidatos DELES, já tem a mídia golpista.

    ResponderExcluir
  2. Luis,

    Aécio não sai candidato pelo PSDB em 2010. Duvido que o Serra perca essa chapa depois de 2006.

    Num cenário sem reeleição, Aécio até poderia aceitar ser vice, mas uma chapa pura seria complicada.

    Em 2010, Aécio só tem chances no PMDB e com o apoio de Lula. Pois sem esse apoio ele não chega nem ao segundo turno.

    Fora isso, no PSDB, só em 2014 com a derrota de Serra ou 2018.

    Isso sem falar que temos Ciro e a 'mãe do PAC'.

    ResponderExcluir
  3. Sempre acreditei que Aécio não sairia do PSDB nem tinha chances de sair candidato em 2010. Só que os cenários mudam. E o Serra erra demais politicamente. Será que não poderia ter composto com o grupo do Alckmin após as eleições de 2006? Precisava mesmo afastar todo o grupo alckmista do poder? Mas é o estilo Serra.

    Nisso, o Aécio passa a ter chances de derrotá-lo dentro do PSDB.Sair para o PMDB e contar com o apoio do Lula é acreditar muito em sua estrela. Também não acredito na hipótese Lula apoiando o Aécio em 2010. É apenas jogo de cena, e como Sérgio Telles, uma forma diplomática.

    Não vejo Aécio vitorioso para a presidência em 2010. Nem quero ter esse sonho ruim.

    Abs.

    ResponderExcluir

Postar um comentário

O Entrelinhas não censura comentaristas, mas não publica ofensas pessoais e comentários com uso de expressões chulas. Os comentários serão moderados, mas são sempre muito bem vindos.

Postagens mais visitadas deste blog

Doca Street, assassino de Ângela Diniz, morre aos 86 anos em São Paulo

Não existe verbete na Wikipédia sobre Doca Street. Morto nesta sexta (18) aos 86 anos, talvez agora ele ganhe uma página em seu nome nesta que é a maior enciclopédia colaborativa do mundo, onde só em português constam 1.049.371 artigos. A menção mais relevante no site a Raul Fernando do Amaral Street, o nome completo de Doca, aparece na entrada que fala de Ângela Diniz, socialite mineira assassinada em 1976 com quatro tiros disparados pela arma –e pelas mãos– de Doca, na casa que o casal dividia na Praia dos Ossos, em Búzios (RJ). Nada surpreendente. Afinal, desde que pôs um fim à existência de Ângela, Doca viu sua vida marcada e conectada ao crime que cometeu –ainda que, após seu primeiro julgamento, em 1979, ele tenha saído pela porta da frente do tribunal, ovacionado pelo público de Cabo Frio, também no litoral fluminense, escreve Marcella Franco em artigo publicado na Folha Online na sexta, 18/12, e reproduzido sábado, 19, no jornal. Vale a leitura, continua a seguir. Foi só em 198...

Dica da Semana: Tarso de Castro, 75k de músculos e fúria, livro

Tom Cardoso faz justiça a um grande jornalista  Se vivo estivesse, o gaúcho Tarso de Castro certamente estaria indignado com o que se passa no Brasil e no mundo. Irreverente, gênio, mulherengo, brizolista entusiasmado e sobretudo um libertário, Tarso não suportaria esses tempos de ascensão de valores conservadores. O colunista que assina esta dica decidiu ser jornalista muito cedo, aos 12 anos de idade, justamente pela admiração que nutria por Tarso, então colunista da Folha de S. Paulo. Lia diariamente tudo que ele escrevia, nem sempre entendia algumas tiradas e ironias, mas acompanhou a trajetória até sua morte precoce, em 1991, aos 49 anos, de cirrose hepática, decorrente, claro, do alcoolismo que nunca admitiu tratar. O livro de Tom Cardoso recupera este personagem fundamental na história do jornalismo brasileiro, senão pela obra completa, mas pelo fato de ter fundado, em 1969, o jornal Pasquim, que veio a se transformar no baluarte da resistência à ditadura militar no perío...

Política mundial? Leia o blog do Argemiro

Política internacional jamais foi o forte deste blog, que prefere manter o foco nas análises da mídia e da política brasileira. Para quem gosta de acompanhar o noticiário internacional em português e está cansado de ler o pouco que os nossos jornalões reproduzem por aqui, uma boa dica é o Blog do Argemiro Ferreira , um dos mais experientes correspondentes brasileiros trabalhando nos Estados Unidos. Colunista do jornal Tribuna da Imprensa , Argemiro faz excelente análises e traz informações diferenciadas, especialmente sobre a corrida eleitoral nos EUA. Um bom exemplo é o post abaixo, que começa com futebol e termina em Karl Rove. Quem quiser ler mais é só dar um pulo lá ... A promiscuidade no jornalismo político Certa vez estive envolvido numa discussão interna do Sindicato de Jornalistas do Rio sobre uma coluna iniciada por Pelé no Jornal do Brasil. Discordei da idéia de impedí-lo de escrever a pretexto de não ser jornalista. Mas o próprio craque, interpelado pelo sindicato, acabaria...