Muita gente que conhece de perto a arte de disputar uma eleição adverte que o ex-governador Geraldo Alckmin está cometendo um erro enorme ao não formalizar logo a sua candidatura à prefeitura de São Paulo pelo PSDB. Favorito na disputa, ele está deixando a corda esticar para definir se de fato concorre e já abriu o flanco para os tucanos próximos ao governador José Serra bombardearem o seu pleito. Se Alckmin for esperto, cria logo um fato consumado e sai em campanha pela cidade. Evidentemente, os serristas não estarão ao seu lado, mas pelo menos não poderão, ao menos em público, criticar o candidato do próprio partido. Enquanto ele não for candidato, os serristas estarão apenas combatendo uma tese – a de que o ex-governador é a melhor opção para a eleição deste ano.
Tom Cardoso faz justiça a um grande jornalista Se vivo estivesse, o gaúcho Tarso de Castro certamente estaria indignado com o que se passa no Brasil e no mundo. Irreverente, gênio, mulherengo, brizolista entusiasmado e sobretudo um libertário, Tarso não suportaria esses tempos de ascensão de valores conservadores. O colunista que assina esta dica decidiu ser jornalista muito cedo, aos 12 anos de idade, justamente pela admiração que nutria por Tarso, então colunista da Folha de S. Paulo. Lia diariamente tudo que ele escrevia, nem sempre entendia algumas tiradas e ironias, mas acompanhou a trajetória até sua morte precoce, em 1991, aos 49 anos, de cirrose hepática, decorrente, claro, do alcoolismo que nunca admitiu tratar. O livro de Tom Cardoso recupera este personagem fundamental na história do jornalismo brasileiro, senão pela obra completa, mas pelo fato de ter fundado, em 1969, o jornal Pasquim, que veio a se transformar no baluarte da resistência à ditadura militar no perío...
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