sexta-feira, 14 de março de 2008

Jorge Rodini: o herói pactual

Em mais uma colaboração para o blog, o santista Jorge Rodini, diretor do instituto Engrácia Garcia de pesquisas, escreve sobre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e sua altíssima popularidade. A seguir, a íntegra do comentário:

Lula, nosso presidente, desfila uma aprovação popular de fazer a rainha da Inglaterra ter inveja.

Carismático, nordestino, retirante, metalúrgico, sindicalista e mentor do maior partido brasileiro, Lula demonstra, sem equação alguma, a simplicidade no fazer política. Soube, mesmo que solitário, fazer-se acompanhado de uma multidão.

Lula é único. Reformas, para que?

Se os ventos positivos do mundo asiático o favorecem, para que brincar com a sorte? Se o valor das commodities está na estratosfera e isto empurra as exportações brasileiras para níveis jamais imaginados, mérito de Lula.

Ora, Lula fez pacto com todo mundo. Com a base aliada, com São Pedro, com os corinthianos, com a Dilma . Até com o PAC. E será que conversou com o Demo?

Voltemos ao mérito de Lula. O herói Macunaíma tentou ser presidente várias vezes, sem sucesso. Pois não é que quando conseguiu, o mundo resolveu ajudá-lo? Mérito, sorte, acaso, loteria?

Lula é o cara. De cara ou de resto para a lua. Os mais ricos cada vez mais ricos, os mais pobres cada vez menos pobres. Banqueiros satisfeitos, a base aliada feliz, a classe D virando C. Esta é a equação. O resto é pacto.

Um comentário:

  1. E como disse o maestro Tom Jobim: No Brasil, fazer sucesso é crime. É o que noto no tom irônico, debochado mesmo, do texto do seu guru Jorge Rodini. Parece que ninguém, nem os mais bem intencionados, resistem mais a debochar (ou a invejar e tentar desqualificar) o Lula. Muita falta de imaginação e de gratidão.

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