segunda-feira, 3 de setembro de 2007

Onde o Serra vai, a dengue vai atrás

O pé frio do governador José Serra (PSDB) ainda vai entrar para a história da política nacional. Serra parece ser uma espécie de rei Midas às avessas: o que ele toca apodrece. Quem mora no bairro de Pinheiros, na capital paulista, é testemunha das crateras que vem surgindo na obra da linha 4 do Metrô depois que Serra assumiu o governo. Antes, quando ele era ministro da Saúde, o Brasil viveu a maior epidemia de dengue da história, felizmente resolvida logo após a chegada de Lula à Presidência da República. Pois não é que foi só Serra assumir o governo paulista para a dengue voltar com força total, conforme atesta a reportagem abaixo, da Agência Estado?

Como se sabe, Serra, simpaticamente retratado na charge ao lado, originalmente publicada no site do jornalista Cláudio Humberto, tem ambição de ser presidente do Brasil. O pessoal mais supersticioso vai pensar duas vezes antes de apertar "confirme" na urna eletrônica em 2010...


Estado de SP reage para conter surto recorde de dengue

Marca de mais de 62 mil casos é atribuída, pela secretaria estadual, à epidemia que atinge Estados vizinhos

SÃO PAULO - Com mais de 62 mil casos da doença registrados até agora em 2007, São Paulo enfrenta uma epidemia recorde de dengue. O ano com mais casos registrado anteriormente havia sido 2001, com 51,4 mil ocorrências. Em 2003 esse número havia caído mais de 50%, para 20,2 mil, mas já voltava a superar os 50 mil em 2005.

A Secretaria da Saúde paulista atribui o grande úmero de casos ao aumento da doença em Estados vizinhos, mais especificamente o Mato Grosso do Sul.

Para enfrentar o problema, a secretaria estadual definiu 78 municípios paulistas que serão incluídos na “Operação Pente Fino” contra a dengue, a partir de setembro. O objetivo é agir nos próximos três meses, durante o período de “entressafra” do mosquito transmissor, o Aedes aegypti, para evitar que a doença retorne com força no próximo verão.

Profissionais da Sucen (Superintendência de Controle de Endemias) irão concentrar ações nos municípios que formam, atualmente, o epicentro da dengue no Estado.

São cidades que tiveram grande número de casos ou alta incidência de dengue nos últimos três anos. Também serão incluídos municípios que ainda registram transmissão da doença na época de frio, além de locais turísticos, com grande fluxo de pessoas ao longo do ano.

Modelo cubano
A secretaria decidiu adotar o modelo cubano para combater as complicações causadas pela dengue, incluindo a dengue hemorrágica. Profissionais da pasta acabam de voltar de um “estágio” em Cuba.

Serão distribuídos materiais de alerta à população sobre os principais sintomas da doença, informando em que casos é necessário procurar imediatamente um serviço de saúde.

Em municípios com histórico de epidemia, a secretaria pretende auxiliar as prefeituras a reorganizar o atendimento da rede básica, agilizando a identificação dos casos suspeitos de dengue.

Um comentário:

  1. Quando o Serra foi ministro da saúde e candidato a presidência (não votei nele) foi feita a piada da dengue e dei muita risada na época (me enganei), não se deveria pela mesma lógica atribuir a responsabilidade ao ministro atual?
    Ele (temporão) dá entrevista dizendo que a obrigação é de todos (e está certo), mas temos que ter coerência ao analisar os fatos independente de quem é o envolvido.

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