Está fazendo água a teoria de que o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), renunciaria depois da absolvição. Não vai renunciar. Segundo seus assessores, Renan não sai da cadeira nem amarrado e não houve acordo algum com o governo. No final da história, Renan teve, na prática, 46 votos a seu favor (os 40 pela absolvição mais as 6 abstenções). É um apoio considerável, ainda mais lembrando que ele foi eleito por 51 senadores. Com toda crise, Renan perdeu apenas 5 votos, que é a diferença dos 51 da eleição e os 46 de hoje.
Tom Cardoso faz justiça a um grande jornalista Se vivo estivesse, o gaúcho Tarso de Castro certamente estaria indignado com o que se passa no Brasil e no mundo. Irreverente, gênio, mulherengo, brizolista entusiasmado e sobretudo um libertário, Tarso não suportaria esses tempos de ascensão de valores conservadores. O colunista que assina esta dica decidiu ser jornalista muito cedo, aos 12 anos de idade, justamente pela admiração que nutria por Tarso, então colunista da Folha de S. Paulo. Lia diariamente tudo que ele escrevia, nem sempre entendia algumas tiradas e ironias, mas acompanhou a trajetória até sua morte precoce, em 1991, aos 49 anos, de cirrose hepática, decorrente, claro, do alcoolismo que nunca admitiu tratar. O livro de Tom Cardoso recupera este personagem fundamental na história do jornalismo brasileiro, senão pela obra completa, mas pelo fato de ter fundado, em 1969, o jornal Pasquim, que veio a se transformar no baluarte da resistência à ditadura militar no perío...
Comentários
Postar um comentário
O Entrelinhas não censura comentaristas, mas não publica ofensas pessoais e comentários com uso de expressões chulas. Os comentários serão moderados, mas são sempre muito bem vindos.