quarta-feira, 12 de setembro de 2007

Olha a economia aí, estúpido...

Mais uma da série "por que Lula é tão popular", na versão do portal G1:

PIB cresce 5,4% no segundo trimestre, maior alta desde 2004

A economia brasileira manteve a trajetória de crescimento no segundo trimestre de 2007. Segundo o IBGE, o Produto Interno Bruto (PIB) cresceu 5,4% em relação ao mesmo período do ano passado. O resultado veio dentro das previsões do mercado financeiro e acima dos 4,4% registrados no primeiro trimestre.

A última vez em que o PIB trimestral cresceu acima de 5% na comparação com o mesmo trimestre do ano anterior foi em 2004.

O PIB é medido pelo IBGE e reflete a soma de todas as riquezas produzidas por um país durante um determinado período. Entre abril e junho, essas riquezas somaram R$ 630,2 bilhões. No primeiro semestre, foram R$ 1,227 trilhão.

O IBGE também divulgou outras comparações que confirmam o bom resultado do PIB. Em relação aos três meses anteriores, a expansão da economia passou de 0,9% para 0,8% no segundo trimestre. No primeiro semestre (janeiro-junho), o crescimento acumulado foi de 4,9%. Nos últimos 12 meses, 4,8% (em relação aos quatro trimestres anteriores).

Destaques

“Na comparação com o trimestre imediatamente anterior, o maior destaque no segundo trimestre de 2007 foi a indústria, com crescimento de 1,3%”, diz o IBGE. O setor de serviços cresceu 0,7% e a agropecuária, 0,6%. Em relação ao segundo trimestre de 2006, a tendência se repetiu: atividade industrial (6,8%), serviços (4,8%) e agropecuária (0,2%).

Além da comparação por setores, o IBGE analisa o PIB pelo lado da demanda interna. O grande destaque foi o aumento dos investimentos, que cresceram 3,2% em relação ao primeiro trimestre - quarta taxa positiva nessa comparação - e 13,8% na comparação anual.

O consumo das famílias teve taxas positivas de 1,5% e 5,7% (15º crescimento consecutivo nessa comparação), respectivamente, nessas duas comparações.

O IBGE revisou os dados do primeiro trimestre deste ano. O crescimento em relação ao período imediatamente anterior passou de 0,8% para 0,9%. Na comparação anual, passou de 4,3% para 4,4%.

2004 x 2007

Os crescimentos apurados no PIB do segundo trimestre de 2007 (5,4%) e no primeiro semestre deste ano (4,9%), na comparação com iguais períodos do ano anterior, foram os maiores apurados pelo IBGE desde 2004. Naquele ano, o crescimento no segundo trimestre havia sido de 7,5% e no primeiro semestre, de 6,4%.

O coordenador de contas nacionais do IBGE, Roberto Olinto, disse que a principal diferença na conjuntura econômica entre os anos de 2004 e de 2007 é que, enquanto no primeiro o setor externo tinha uma influência positiva fundamental sobre o PIB, no segundo o principal impacto está sendo dado pelo mercado interno.

A contribuição do setor externo para o PIB tem sido negativa desde o primeiro trimestre de 2006, porque as importações têm crescido em ritmo mais forte do que as exportações. Por outro lado, têm aumentado os resultados do consumo das famílias e da Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF), que refletem a demanda interna.

Financiamento externo

A capacidade de financiamento do Brasil com o exterior aumentou para R$ 1,209 bilhão no segundo trimestre deste ano em relação aos R$ 353 milhões do mesmo período do ano passado, segundo o IBGE. Isso interrompeu a trajetória de redução que vinha ocorrendo desde 2005, quando a capacidade de financiamento do segundo trimestre foi de R$ 3,667 bilhões ante R$ 4,351 bilhões no segundo trimestre de 2004.

O fator chave para explicar o aumento da capacidade de financiamento é que o país enviou menos R$ 2,8 bilhões em juros, lucros e dividendos ao exterior líquidos, descontando o que foi recebido pelo Brasil, em relação ao segundo trimestre do ano passado, segundo Cláudia Dionisio, da Coordenação de Contas Nacionais do IBGE. O envio líquido de juros, lucros e dividendos tinha sido de R$ 16,5 bilhões de abril a junho de 2006 e caiu para R$ 13,7 bilhões em igual período deste ano
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O motivo para a redução da capacidade de financiamento que vinha acontecendo antes é a diminuição do saldo comercial devido ao maior crescimento das importações do que das exportações. Isso continua ocorrendo, mas a redução líquida nos juros, lucros e dividendos mandados no segundo trimestre foi ainda maior que a queda do saldo comercial
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Números absolutos

Ainda segundo o IBGE, o consumo das famílias alcançou R$ 379,575 bilhões no segundo trimestre do ano. No primeiro trimestre, esse tipo de consumo tinha sido de R$ 368,271 bilhões. O consumo do governo, que foi de R$ 114,254 bilhões no primeiro trimestre, subiu para R$ 119,353 bilhões no segundo trimestre.

Os investimentos, pela Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF), integrada basicamente por máquinas e equipamentos e pela construção civil, também aumentaram: de R$ 102,682 bilhões no primeiro trimestre para R$ 111,754 bilhões no segundo trimestre deste ano.

As exportações de bens e serviços somaram R$ 83,152 bilhões no primeiro trimestre e R$ 87,689 bilhões no segundo trimestre. Já as importações passaram de R$ 72,905 bilhões para R$ 75, 243 bilhões. A variação de estoques foi de R$ 1,062 bilhão nos primeiros três meses do ano e de R$ 7,073 bilhões no segundo trimestre.

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