segunda-feira, 12 de junho de 2006

Um lugar onde a Copa não passa

A matéria abaixo está no jornal O Globo de hoje. Deve ser verdade, o diário carioca não publicaria uma coisa dessas sem checar. Mas que tem cara de notícia distribuída para enganar editores, isso tem.

Islâmicos censuram Copa do Mundo
MOGADÍSCIO. A milícia islâmica que, há uma semana, tomou o poder na capital da Somália, Mogadíscio, após meses de intensa batalha com clãs rivais, cortou a energia elétrica de vários estabelecimentos para impedir que os somalis assistam à Copa do Mundo, provocando ameaças de protestos da população.
A União de Tribunais Islâmicos começou no sábado a dissolver reuniões de pessoas que desejavam ver as partidas de futebol. Uma interpretação rígida das leis islâmicas considera imorais filmes e programas de televisão ocidentais.
— Quando os islâmicos assumiram o controle da nossa cidade, pensamos que havia chegado a liberdade. Mas agora nos impedem de ver a Copa — queixou-se Adam Hashi-Ali, um adolescente em Mogadíscio.
A medida autoritária foi tomada apesar de o líder da milícia islâmica, o xeque Sharif Jeque Ahmed, ter afirmado que não instituiria um regime nos moldes do Talibã, que vigorou no Afeganistão até o fim de 2001, quando foi destituído pelos Estados Unidos.
Ahmed também negou, no sábado, acusações dos Estados Unidos de que seu grupo dá refúgio a terroristas.
— Os temores americanos são baseados numa idéia equivocada. Os Tribunais Islâmicos não acolhem terroristas estrangeiros — assegurou o líder de 41 anos.
Ele acrescentou que não quer impor a sharia (lei islâmica).
A União de Tribunais Islâmicos, liderada por Ahmed, é uma frágil aliança de grupos de diferentes clãs muçulmanos moderados e radicais.

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