segunda-feira, 19 de junho de 2006

Buarque é boa notícia para Alckmin. Será?

O PDT confirmou nesta segunda-feira que terá candidato à presidência da República. Será o ex-ministro da Educação Cristóvam Buarque. Em tese, trata-se de uma boa notícia para Geraldo Alckmin, já que neste momento o mais importante para o candidato do PSDB é forçar a realização do segundo turno nas eleições de outubro.

Com Buarque na parada, raciocinam os tucanos, os eleitores descontentes com Lula têm outra opção e votos que seriam brancos ou nulos entrariam no jogo, dificultando um pouco a tarefa do presidente Lula de obter mais votos que a soma do sufrágio em seus adversários – está é a regra para vencer a eleição no primeiro turno.

As pesquisas eleitorais mais recentes mostram que Buarque teria hoje algo entre 1% e 2% contra 5% a 6% da senadora Heloísa Helena (PSOL). O candidato trabalhista, no entanto, conta com um partido muito mais organizado e também com mais tempo de propaganda na televisão. Se Buarque conseguir rapidamente inverter de posição com Helena, não é impossível que comece também a roubar votos também dos tucanos desencantados com a falta de rumo da campanha de Geraldo Alckmin. E tudo que Alckmin não pode, neste momento, é cair da faixa de 20% que se encontra desde que se lançou candidato, porque neste caso, será definitivamente cristianizado pelas lideranças estaduais.

Assim, Buarque é o candidato dos sonhos para o PSDB desde que permaneça onde está e não roube votos no ninho tucano. Caso contrário, pode se tornar um verdadeiro pesadelo.

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