O site tucano e-agora já foi um interessante fórum de debate de uma parcela importante do tucanato. Comandado pelo cientista político Eduardo Graeff, secretário Geral da Presidência da República no governo Fernando Henrique Cardoso, o site, que tinha a intenção inicial de discutir políticas públicas, foi se tornando, no formato de um blog coletivo, com participação de cabeças coroadas do PSDB. Do final do ano passado até março, virou um palco de debates sobre as candidaturas tucanas à presidência. Após a vitória de Alckmin, Graeff tomou as rédeas do site e iniciou uma verdadeira campanha para animar a militância, alternando artigos duros contra Lula e o PT com notas que funcionavam como "injeção de ânimo" para os serristas e tucanos descrentes na candidatura Alckmin. Nos últimos dias, porém, o site foi praticamente abandonado e quem lê os comentários dos leitores fica com a impressão de que o último a sair se esqueceu de apagar a luz. Impressiona não apenas o derrotismo em relação à candidatura de Alckmin, mas também o baixo nível do debate dos leitores e o caráter ultra-direitista da maioria deles, cujas considerações são carregadas de preconceito racial e/ou de classe. Para um site que se apresentava como social-democrata, não deixa de ser um triste fim.
No dia 23 de novembro do ano passado, o pai de Rodrigo Silva das Neves, cabo da Polícia Militar do Rio de Janeiro, foi ao batalhão da PM de Bangu, na Zona Oeste carioca, fazer um pedido. O homem, um subtenente bombeiro reformado, queria que os policiais do quartel parassem de bater na porta de sua casa à procura do filho — cuja prisão fora decretada na semana anterior, sob a acusação de ser um dos responsáveis pelo assassinato cinematográfico do bicheiro Fernando Iggnácio, executado com tiros de fuzil à luz do dia num heliporto da Barra da Tijuca. Quando soube que estava sendo procurado, o PM fugiu, virou desertor. Como morava numa das maiores favelas da região, a Vila Aliança, o pai de Neves estava preocupado com “ameaças e cobranças” de traficantes que dominam o local por causa da presença frequente de policiais. Antes de sair, no entanto, o bombeiro confidenciou aos agentes do Serviço Reservado do quartel que, “de fato, seu filho trabalhava como segurança do contraventor Rogério And...
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