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Fifa não quer o Brasil campeão?

O jornalista Juca Kfouri divulgou uma interessante “teoria da conspiração” para provar que o Brasil não será campeão do mundo neste ano. Segundo ele, a arbitragem vai começar a prejudicar a seleção brasileira a partir do jogo contra a França e dificultará bastante o trabalho dos jogadores comandados por Carlos Alberto Parreira nos gramados da Alemanha.

O raciocínio de Kfouri é coerente, talvez coerente demais para ser verdadeiro: segundo o jornalista, a história toda começa porque a Fifa não quer o hexa: “Não quer para não fortalecer Ricardo Teixeira que aspira o posto de Josep Blatter nas eleições de 2007”, escreveu Juca e seu blog na internet. “Blatter se sente traído pelo cartola brasileiro e por isso até já começou a falar que há outros candidatos para sediar a Copa de 2014 - Copa que era dada como favas contadas de que seria no Brasil”, continua a teoria conspiratória.

“A Fifa teme que o hexa se converta em octa, caso a Copa seja mesmo no Brasil, pois não passa pela cabeça de ninguém que se perca outra Copa em casa. O hepta viria na África do Sul, porque o Brasil ganhou suas 5 Copas anteriores em países que não tinham tradição no futebol - Suécia, que até tinha um pouco, em 1958; Chile, em 1962; México, em 1970; Estados Unidos, em 1994 e Japão/Coréia do Sul, em 2002. E o octacampeonato seria ruim para o negócio das Copas, que perigam ficar monótonas”, escreve o jornalista.

Segundo Kfouri, o maior perigo para o Brasil começa no jogo de amanhã, contra a França. A seleção ainda não foi “roubada”, explica ele, porque também não interessava à Fifa que um campeão do mundo saísse da competição antes das quartas-de-final. “Diferentemente do que tem sido tradicional, desta vez, daqui para frente, em dúvida, os árbitros apitarão contra o Brasil”, adverte o jornalista.

Se non è vero, è bene trovato

Dá para acreditar nesta teoria conspiratória? Parece delírio, mas Kfouri é um jornalista sério e não colocaria a sua credibilidade em jogo se não tivesse informações seguras para escrever o que escreveu. É possível, no entanto, que a seleção comece a jogar o futebol que sabe e vença não apenas seus adversários, mas também a arbitragem. O melhor mesmo é torcer duplamente a partir de amanhã – contra a França e contra o juiz.

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