A Folha de S. Paulo de domingo trouxe, no caderno de Economia, matérias sobre os problemas da classe média no primeiro mandato do presidente Lula. O jornal procura mostrar que esta camada pagou o custo, em impostos, da melhoria da qualidade de vida dos mais pobres e não foi beneficiada pela política econômica como foram os mais ricos. No meio das matérias, eis que um título grita, no pé da página: "Especialista defende pausa na distribuição de renda". Sim, não está errado, é isto mesmo que pensa o economista Sergei Soares, apresentado pelo jornal como "especialista em desigualdade social do Ipea". Pinel à parte, a verdade é que Sergei expressa idéias sobre as quais muita gente do PSDB e PFL concorda em gênero, número e grau. Só que os tucanos e liberais não são loucos de dizer tudo o que pensam...
Não existe verbete na Wikipédia sobre Doca Street. Morto nesta sexta (18) aos 86 anos, talvez agora ele ganhe uma página em seu nome nesta que é a maior enciclopédia colaborativa do mundo, onde só em português constam 1.049.371 artigos. A menção mais relevante no site a Raul Fernando do Amaral Street, o nome completo de Doca, aparece na entrada que fala de Ângela Diniz, socialite mineira assassinada em 1976 com quatro tiros disparados pela arma –e pelas mãos– de Doca, na casa que o casal dividia na Praia dos Ossos, em Búzios (RJ). Nada surpreendente. Afinal, desde que pôs um fim à existência de Ângela, Doca viu sua vida marcada e conectada ao crime que cometeu –ainda que, após seu primeiro julgamento, em 1979, ele tenha saído pela porta da frente do tribunal, ovacionado pelo público de Cabo Frio, também no litoral fluminense, escreve Marcella Franco em artigo publicado na Folha Online na sexta, 18/12, e reproduzido sábado, 19, no jornal. Vale a leitura, continua a seguir. Foi só em 198...
Quem gosta dos economistas do IPEA é o Luís Nassif. São os planilhas.
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