O governador eleito de São Paulo é um homem de sorte. Há alguns dias, antes que o Congresso decidisse dobrar os salários dos parlamentares, José Serra manifestou a intenção de dobrar o salário dos secretários de Estado que assumirão o cargo em janeiro. Segundo ele, o salário de R$ 6 mil é "pouco" para a qualificação dos secretários. A proposta de Serra já ia causar polêmica quando o Congresso atravessou o samba e todas as atenções se voltaram para os R$ 24,5 mil dos deputados e senadores. Ninguém mais fala da "merreca" de R$ 12 mil que Serra quer pagar ao seu secretariado e é bem possível que a Assembléia aprove o aumento e o assunto acabe noticiado como "box" da polêmica do reajuste dos parlamentares.
Não existe verbete na Wikipédia sobre Doca Street. Morto nesta sexta (18) aos 86 anos, talvez agora ele ganhe uma página em seu nome nesta que é a maior enciclopédia colaborativa do mundo, onde só em português constam 1.049.371 artigos. A menção mais relevante no site a Raul Fernando do Amaral Street, o nome completo de Doca, aparece na entrada que fala de Ângela Diniz, socialite mineira assassinada em 1976 com quatro tiros disparados pela arma –e pelas mãos– de Doca, na casa que o casal dividia na Praia dos Ossos, em Búzios (RJ). Nada surpreendente. Afinal, desde que pôs um fim à existência de Ângela, Doca viu sua vida marcada e conectada ao crime que cometeu –ainda que, após seu primeiro julgamento, em 1979, ele tenha saído pela porta da frente do tribunal, ovacionado pelo público de Cabo Frio, também no litoral fluminense, escreve Marcella Franco em artigo publicado na Folha Online na sexta, 18/12, e reproduzido sábado, 19, no jornal. Vale a leitura, continua a seguir. Foi só em 198...
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