Segundo informação do jornalista Lauro Jardim, da coluna Radar (revista Veja), a operadora Oi está com a intenção de comprar um jornal. A Oi é dona do iG e recentemente contratou Eduardo Oinegue, ex-Veja, para comandar uma reestruturação do jornalismo do portal. A informação de Jardim é boa e o mercado de jornalismo deverá ter outra boa mexida no ano que vem. Um novo jornal é uma operação arriscada, comprar uma marca já conhecida torna as coisas mais simples. Há alguns títulos disponíveis ou cujos acionistas aceitam conversar sobre o assunto. No fundo, muita coisa vai mudar no cenário da mídia brasileira com a entrada das teles no jogo. Até aqui, elas têm sido bem tímidas, aguardando a definição do marco regulatório do setor (PL 29, especialmente), antes de começar a investir.
Tom Cardoso faz justiça a um grande jornalista Se vivo estivesse, o gaúcho Tarso de Castro certamente estaria indignado com o que se passa no Brasil e no mundo. Irreverente, gênio, mulherengo, brizolista entusiasmado e sobretudo um libertário, Tarso não suportaria esses tempos de ascensão de valores conservadores. O colunista que assina esta dica decidiu ser jornalista muito cedo, aos 12 anos de idade, justamente pela admiração que nutria por Tarso, então colunista da Folha de S. Paulo. Lia diariamente tudo que ele escrevia, nem sempre entendia algumas tiradas e ironias, mas acompanhou a trajetória até sua morte precoce, em 1991, aos 49 anos, de cirrose hepática, decorrente, claro, do alcoolismo que nunca admitiu tratar. O livro de Tom Cardoso recupera este personagem fundamental na história do jornalismo brasileiro, senão pela obra completa, mas pelo fato de ter fundado, em 1969, o jornal Pasquim, que veio a se transformar no baluarte da resistência à ditadura militar no perío...
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