A se confirmar a informação divulgada nesta segunda-feira de que há um campo de Petróleo no Rio de Janeiro cinco vezes maior do que o de Tupi – seria "apenas" o terceiro maior do mundo –, o presidente Lula poderá dizer com toda a "tranquilidade que nunca antes neste país" houve um governante com tanta sorte como Luiz Inácio. Sim, é verdade que os frutos só serão colhidos lá na frente, mas por que cargas d'água não foi Fernando Henrique, Itamar ou mesmo Collor o portador da boa nova para o povo brasileiro? Não, tinha mesmo que ser no governo Lula... Já há tucanos sugerindo que este mar de petróleo pode ser a solução para equilibrar o jogo eleitoral daqui para frente: bastaria que o presidente Lula se candidatasse à presidência da Opep, deixando vaga a cadeira do Palácio do Planalto. Quem sabe assim alguém do PSDB conseguisse chegar lá de novo. Do contrário, parece que vai demorar...
Tom Cardoso faz justiça a um grande jornalista Se vivo estivesse, o gaúcho Tarso de Castro certamente estaria indignado com o que se passa no Brasil e no mundo. Irreverente, gênio, mulherengo, brizolista entusiasmado e sobretudo um libertário, Tarso não suportaria esses tempos de ascensão de valores conservadores. O colunista que assina esta dica decidiu ser jornalista muito cedo, aos 12 anos de idade, justamente pela admiração que nutria por Tarso, então colunista da Folha de S. Paulo. Lia diariamente tudo que ele escrevia, nem sempre entendia algumas tiradas e ironias, mas acompanhou a trajetória até sua morte precoce, em 1991, aos 49 anos, de cirrose hepática, decorrente, claro, do alcoolismo que nunca admitiu tratar. O livro de Tom Cardoso recupera este personagem fundamental na história do jornalismo brasileiro, senão pela obra completa, mas pelo fato de ter fundado, em 1969, o jornal Pasquim, que veio a se transformar no baluarte da resistência à ditadura militar no perío...
Eu mesmo disse, quando ouvi a notícia, que queria passar a mão no traseiro do presidente só uma vezinha, e correr prà lotérica mais próxima, sem lavar a mão, quando fosse solto pela polícia.
ResponderExcluirMas isso não é sorte, é trabalho. É vontade política+investimento.
Depois de um longo período no limbo da pré-piratização, com desinvestimento e gestões incompetentes, a Petrobrás (insisto no acento) volta a investir e a ocupar-se da sua função principal: achar petróleo.
O resultado está à vista.
Concordo com o Tomás. O atual governo trabalha com a idéia de PetroBRAS (BRAS de Brasil) e não com a idéia de Petrobrax (ou seja, a exclusão da idéia de Brasil do nome). Desse modo, a "sorte" é mera conseqüência. Imaginemos se a empresa houvesse sido privatizada nos tempos de FHC. Todo mundo agora estaria dizendo que o que está ocorrendo é fruto do trabalho e do investimento, e que antes, como estatal, a empresa estava no atraso blá blá blá. Alguém tem dúvida disso?
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